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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

MS propõe uso de dinheiro de dívida com a União para comprar terras e por fim a conflitos

22/10/2015 14h50

Zé Teixeira (DEM), que faz parte da bancada ruralista, repudiou a campanha de boicote e mais uma vez imputou ao Governo Federal a culpa do conflito no Estado.

Douradosnews

Governo do Estado e o Legislativo Estadual irão sugerir que o recurso para o pagamento da dívida com a União seja utilizado para a aquisição de terras e na próxima semana, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul encaminhará documento à presidente Dilma Rousseff (PT) propondo uma nova solução dos conflitos envolvendo produtores rurais e índios no Estado.

Recentemente, os conflitos deixaram um indígena morto no município de Antônio João, onde o clima ainda é tenso depois que a Justiça suspendeu a desocupação em propriedades rurais locais.

Na sessão desta quinta-feira (22), a coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, usou a tribuna para defender a campanha de boicote ao agronegócio de Mato Grosso do Sul.

“O boicote é o único instrumento que temos para tentar cessar os ataques aos povos indígenas. A campanha iniciou na Europa e está chegando aos Estados Unidos”, disse Sônia.

Já o 1º secretário Zé Teixeira (DEM), que faz parte da bancada ruralista, repudiou a campanha de boicote e mais uma vez imputou ao Governo Federal a culpa do conflito no Estado. “Se a Europa e os Estados Unidos não comprarem mais os produtos brasileiros nosso País vai quebrar, pois o agronegócio é o setor que eleva o Produto Interno Bruto. A cana-de-açúcar, a soja, a carne, o biodiesel não são produzidos a custa de sangue de índio, mas da mão calejada e do suor do produtor rural. Esse conflito só não foi resolvido ainda por conta da má vontade política”, desabafou o deputado.

Pedro Kemp (PT) lamentou a situação de caos vivida em Mato Grosso do Sul e pressionou a União. “Os produtores querem vender as terras. Precisamos pressionar o Governo Federal para comprá-las e demarcá-las. Representa apenas 3% do território do Estado, o que não irá interferir na economia”.