O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu nesta quarta-feira (29), em Brasília, o secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Alexandre da Silva, para tratar da construção de estratégias interministeriais voltadas à população idosa.
Durante o encontro, Silva destacou as rápidas transformações no mercado que têm dificultado a adaptação de muitos profissionais, o que acaba restringindo o acesso às oportunidades. Segundo ele, em algumas áreas, profissionais acima dos 40 anos já enfrentam dificuldades significativas. “O trabalho hoje afeta muito as pessoas idosas por vários motivos. Algumas têm dificuldades para se aposentar, outras se aposentam e não conseguem ficar no mercado, e algumas querem, pelo menos uma vez na vida, ter um trabalho digno, trabalhar no que gostam”, explica.
Silva ressaltou que o etarismo se manifesta de forma especialmente mais cruel no ambiente de trabalho, sobretudo quando a pessoa é a mais velha no espaço. Ele observou, ainda, que as diferenças geracionais e a pressão pelo domínio de tecnologias e aplicativos acabam intensificando esse processo de exclusão. No Brasil, é considerada pessoa idosa, legalmente, a partir dos 60 anos de idade, conforme estabelecido pelo Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003) e pelas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O ministro Luiz Marinho acrescentou que, embora o funcionamento da economia possa ajudar a reduzir parte desse problema, é essencial enfrentar diretamente o preconceito. “Devemos atacar o preconceito. Por que uma mulher, um homem ou um jovem encontra dificuldades para entrar no mercado de trabalho por sua orientação sexual, cor da pele ou idade, se corresponde aos requisitos da vaga?”, questionou.
Luiz Marinho reforçou que, diante da velocidade das mudanças no mercado, a atualização profissional contínua se torna indispensável. Ele citou a Escola do Trabalhador 4.0, uma plataforma que oferece cursos gratuitos e online que vão desde letramento digital a programação. “Temos trilhas e cursos que atualizam conhecimentos sobre ferramentas, equipamentos e aplicativos. São oportunidades para todas as idades”, afirmou.
Também estiveram presentes na audiência, pelo MDHC, Paula Carvalho Natalina, gestora de gabinete, e Carlos Eduardo da Silva Santos, coordenador-geral de Políticas de Envelhecimento Ativo e Saudável e Desenho Universal. Pelo Ministério do Trabalho e Emprego, participaram o auditor-fiscal Luiz Henrique Ramos Lopes, secretário de Inspeção do Trabalho substituto; Luiz Henrique Aquino, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Qualificação, Emprego e Juventude; Anatalina Lourenço da Silva, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade; e Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho.
Sobre a Escola do Trabalhador 4.0
A Escola do Trabalhador 4.0 oferece cursos on-line e gratuitos voltados ao desenvolvimento de competências digitais e à inserção profissional na chamada Economia 4.0. Atualmente, a plataforma disponibiliza 190 cursos, distribuídos em nove categorias e 39 trilhas educacionais, totalizando 778 horas de capacitação.
Os cursos podem ser realizados a qualquer hora e de qualquer lugar, conforme a disponibilidade do aluno, e não há exigência de escolaridade mínima. Ao final de cada curso, os participantes recebem um certificado de conclusão conferido pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pela Microsoft.
Para mais informações acesse o link: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego

