Hoje, dos 24 parlamentares da assembleia, apenas 3 são mulheres e na Câmara Federal, apenas uma mulher representa MS e uma também no Senado
14/08/2018 15h10 – DN
A participação da mulher que sempre foi tímida nos processos eleitorais em Mato Grosso do Sul, que não difere das demais regiões do país, deverá apresentar uma grande mudança a partir das eleições deste ano, onde um número maior de mulheres deverá ser eleito para aos cargos de deputado estadual, federal e senador. A avaliação é da presidente regional do Podemos Mulher, Dra. Maria José, neuropediatra, licenciada da presidência da Associação Médica de Mato Grosso do Sul, para concorrer a uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa de MS. Ela leva em consideração não apenas a legislação em vigor, mas também o fato de homens (maioria quase absoluta) estar envolvido em atos ilícitos.
Hoje, dos 24 parlamentares da assembleia, apenas 3 são mulheres e na Câmara Federal, apenas uma mulher representa MS e uma também no Senado. “Esse quadro vai mudar radicalmente a partir das eleições deste ano”, afirma a candidata a deputada estadual Dra. Maria José. Ela afirma que alguns fatores vão contribuir muito para isso. Um deles é a Lei nº 9054 de 1997, que determina que 30% das vagas nos partidos ou coligações devem ser destinadas às mulheres.
“Além disso temos um fato atípico que está ocorrendo hoje em todo o país: o envolvimento de um grande número de homens em atos de corrupção de toda ordem e nos três poderes. Isso certamente vai influenciar muito no processo de escolha dos próximos representantes políticos que serão eleitos em 7 de outubro”, afirma a candidata Dra. Maria José
Ela diz que os eleitores estão cansados de tanta corrupção que desvia dinheiro da saúde, da educação, de infraestrutura, que deveriam ser bem melhores para que o povo tivesse melhor qualidade de vida. “As mulheres inspiram mais confiança do eleitor e os bons nomes que temos para todos os cargos, certamente começará um processo de mudança muito significativo em nossa sociedade”, afirma Dra. Maria José.
A candidata disse que resolveu concorrer à vaga de deputada estadual exatamente por conta desse quadro crítico que vem se agravando cada vez mais em todo Brasil. “Saio candidata para lutar realmente por benefícios para a coletividade. Cansei de esperar por melhorias e assistir aqueles que elegemos simplesmente ignorarem a vontade do povo, dos eleitores, e fazerem o que bem entendem e beneficiando apenas determinados grupos e setores da sociedade”, afirmou.
Considerando que as mulheres são maioria dos eleitores brasileiros, Dra. Maria José acredita que esse mesmo pensamento deverá proliferar e influenciar no resultado das eleições deste ano com um número muito maior de mulheres para ocupar os cargos eletivos. “Não podemos nos esquecer também outra grande qualidade das mulheres que é o conhecimento profundo das reais necessidades das famílias brasileiras”, afirmou.
Hoje, na Câmara dos Deputados as mulheres ocupam apenas 10% das cadeiras e 14% no Senado e segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral, o percentual é idêntico nas assembleias estaduais e menor ainda nas Câmaras de Vereadores e no Poder Executivo.
Para equilibrar o cenário, a obrigatoriedade imposta de percentual mínimo de mulheres nas disputas eleitorais foi reforçada pela alteração na Lei Nº12.034/2009, que substitui a expressão prevista na lei anterior: “deverá reservar”, para “preencherá”. Com isso, o TSE tem o entendimento de que, na impossibilidade de registro de candidaturas femininas no percentual mínimo de 30%, o partido ou a coligação devem reduzir o número de candidatos do sexo masculino para se adequar às cotas de gênero.


