12/11/2016 05h40
Conforme definiu Millor Fernandes: “Família: um grupo de pessoas que têm as chaves da mesma casa.”
Divulgação (TP)
Passei alguns dias na fazenda de um amigo, comprada da família de um rico empresário paulista, falecido nas proximidades de Caarapó, vitimado por um infarto fulminante.
O sentimento da família, pelo falecimento do chefe, foi tão profundo, que nenhum membro dela voltou àquela fazenda, onde fora construída uma grande casa, no estilo suíço, e onde, certamente, todos conviveram muitos eventos felizes. Dependurado numa parece, esquecido, ficou o retrato da viúva, intocado pelo novo morador.
A fazenda com sua verdejantes pastagens; a majestosa e confortável casa com vista para o rio Amambaí; o mobiliário e demais utensílios, e ainda uma adega com muitas garrafas de bom vinho; pela renúncia imposta à família pelos sentimentos fúnebres — realizada a venda — acompanharam a transmissão da posse.
Justiça seja feita: o meu amigo endossou e respeitou a memória do finado e o sofrimento da família, pela perda daquele que construiu e montou aquele bonito e confortável lar, conservando com poucas modificações tudo o que encontrou no seu interior.
No bojo daquele vasto acervo “herdado”, também dependurado numa parede, um pequeno quadro onde se lia: “O QUE PENSA O FILHO DO PAI” – Aos 7 anos: “Papai é um sábio, sabe tudo!”; Aos l4 anos: “Parece que papai engana-se em certas coisas que me diz!”; Aos 20 anos: “Papai está um pouco atrasado em suas teorias: não são desta época.”; Aos 25 anos: “O velho não sabe nada! Está caducando, decididamente…”; Aos 35 anos: “Com a minha experiência, meu pai nesta idade, seria um milionário”; Aos 45 anos: “Não sei se consultando o velho neste assunto, talvez pudesse me aconselhar.”; Aos 50 anos: “Que pena ter morrido o velho. A verdade é que tinha umas idéias e uma clarividência notáveis…”; Aos 60 anos: “Pobre pai…era um sábio! Como lastimo tê-lo compreendido tão tarde.” (Autor desconhecido).
Conforme definiu Millor Fernandes: “Família: um grupo de pessoas que têm as chaves da mesma casa.”
Sobre a família ainda outras “jóias”:
“Vida: um espaço de tempo cuja primeira metade é arruinada por nossos pais e a segunda metade, por nossos filhos.” (The Phoenix Flame).”O filho crescerá independentemente do tamanho do pai.” (A. desconhecido).
De “Os Mais Belos Pensamentos de Todos os Tempos” (M.Challita), transcrevemos alguns deles:
“Passamos a metade de nossa vida procurando libertar-nos das tolices que nossos pais nos transmitiram e a outra metade transmitindo nossas tolices aos nossos filhos.” (Isaac Goldberg)..
“A vida já está gasta pela metade antes de sabermos o que ela é.” (George Herbert).
E mais este, encontrado no seio da cultura popular:
“Aproveite cada minuto de sua vida e lembre-se: Nunca busque boas experiências, porque elas mudam com o tempo. Não procure pessoas perfeitas, porque elas não existem. Mas busque acima de tudo, um alguém que saiba o seu verdadeiro valor e tenha quatro amores: Deus, a vida, a família e os amigos. Deus, porque é o dono da vida; a vida, porque é curta; a família, porque é única; e os amigos, porque são raros.” (Autor desconhecido).
Então copiei o que continha aquele quadrinho dependurado na parede, sobre “O QUE PENSA O FILHO DO PAI”. Mandei imprimir quinhentas cópias, acrescentando no rodapé: Gentileza:
JOSE VASCONCELLOS para Vereador/82 – n. 5644 – PMDB – p/ Prefeiro Sultan Rassalan n. 55 ou João da Câmara n. 56. Obtive 782 votos, posicionando-me como segundo suplente. Fui empossado em 1987 para cumprir os dois últimos anos do mandato. Tive como prefeito o saudoso Luiz Antonio Álvares Gonçalves, que se tornou um amigo.
15.10.2016 (4490). Membro da Academia Douradense de Letras.
([email protected]).


