A nova instalação do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apresenta o Sistema Solar em grande escala. Ela permite que o público compreenda, de forma proporcional, as distâncias entre os corpos celestes. O projeto destaca as dimensões dos astros, a imensidão do universo e o grande vazio que existe entre o Sol e os planetas.
“O novo Sistema Solar do Mast é um combo de boas novidades. Ele foi redimensionado para uma escala em que os planetas possam ser visualizados e tocados. Na instalação anterior, era necessário utilizar lentes de aumento”, explica a coordenadora de Educação em Ciências do Mast e uma das idealizadoras do projeto, Josiane Kunzler.
Distribuído ao longo de um percurso de 330 metros, o espaço convida visitantes a explorarem o universo de maneira imersiva e interativa. Inaugurada no fim de 2025, a versão atual do sistema integra informações astronômicas a conteúdos históricos, ambientais e culturais.
“O design da instalação traz uma dupla inovação, com aspectos de acessibilidade a diferentes necessidades e uma engenharia autônoma, que permite a sua reprodução em qualquer outro lugar sem infraestrutura adicional, já que é alimentado por placas solares e baterias individuais”, destaca a coordenadora.
A obra reforça o compromisso do Mast com a educação científica, a divulgação do conhecimento e o incentivo à ciência aberta e abre um potencial didático para jovens e adultos.
A instalação recebeu o nome Henrique Lins de Barros, biofísico que faleceu em setembro de 2025. Ele foi o responsável pela implementação do primeiro Sistema Solar do Mast, em 1995. Localizado em São Cristovão, no Rio de Janeiro (RJ), o Mast também abriga um planetário digital e outras exposições.

- Sistema Solar do Mast

