18/03/2014 15h20

Fato aconteceu no Hospital do Coração em Dourados

Douranews

Um fato registrado no domingo (16), na recepção do HC (Hospital do Coração), em Dourados, deixou indignados os familiares de Cláudio Colla, morador em Ponta Porã que precisou de atendimento médico na unidade e, mesmo diante da exigência do pagamento da taxa de R$ 30 mil (isso mesmo, trinta mil reais), à vista, não conseguiu a vaga.

Cláudio, de 52 anos de idade, passou mal durante o horário do almoço na residência dele, em Ponta Porã. Atendido no Hospital Regional na cidade, os médicos locais diagnosticaram que o quadro clínico era de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e infarto e o paciente ainda teve três paradas cardiorrespiratórias. Foi lhe recomendada a transferência, com urgência, para o HVida (Hospital da Vida) em Dourados.

Diante da gravidade da situação, o médico do HVida orientou que fosse providenciada a remoção imediata do paciente para o HC (Hospital do Coração), ou mesmo para o HU (Hospital Universitário), ou ainda o HE (Hospital Evangélico). Nesses dois últimos, não havia vagas e a única vaga existente era no Hospital do Coração. Após o envio de um fax, solicitando a vaga com urgência, a internação dependia de autorização de uma servidora encarregada do setor administrativo do Hospital que não se encontrava no local de trabalho.

A prima de Cláudio Colla, Elizete, residente em Dourados, tentou agilizar a internação do parente, uma vez que o próprio médico do Hospital da Vida orientou que o prazo máximo para que ele passasse a receber os cuidados necessários não poderia exceder a três horas, a partir do momento em que foi atendido por ele no Hospital da Vida.
Descaso

“Meu primo chegou às 15h30 no Hospital da Vida e às 17 horas eu já estava no Hospital do Coração. Ali começou o nosso problema todo, porque mesmo tendo conseguido os cheques e cartões de crédito exigidos para o pagamento da internação, à vista, no valor fixado em R$ 30 mil, a funcionária do hospital disse que não conseguia localizar a encarregada pela autorização da vaga. Isso durou mais de duas horas”, relata Elizete.

Felizmente, nesse intervalo de tempo, e diante da dificuldade de se confirmar a autorização da vaga no Hospital do Coração, a família conseguiu uma vaga no Hospital Evangélico, para onde Cláudio Colla foi encaminhado, em situação clínica considerada gravíssima.. “O que nos deixa indignados é o descaso com a vida. Como que uma pessoa que seria encarregada de autorizar internações, e em uma situação dessas, de emergência, simplesmente não consegue ser localizada em mais de duas horas. A atendente, percebendo que eu estava muito preocupada com a demora e temendo pela vida do meu primo, sugeriu que “se eu não estivesse satisfeita, que procurasse outro Hospital, e ainda disse que o hospital poderia negar a vaga solicitada. Essa falha grave do hospital deve ser vista pelo Ministério Público, os Conselhos de Saúde e precisa ser apurada pelas autoridades”, reclamou Elizete Colla, sabendo que, com essa demora, possam vir a se manifestar sequelas no pós-atendimento do primo.

Encarregada de autorizar internações não foi localizada durante duas horas no Hospital do Coraçãofoto: Divulgação

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