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domingo, 6 de setembro, 2026

Passageiro amarrado com fita em voo nos EUA é identificado e responde por agressão

Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, foi preso após confusão em voo da American Airlines. Imobiliária encerrou vínculo profissional com ele após o episódio.

O passageiro que foi amarrado com fita adesiva a uma poltrona durante um voo da American Airlines, após uma confusão a bordo, foi identificado como Arthur Layne Lundeen, de 67 anos.

Ele foi preso depois que o avião pousou em Baltimore, no estado de Maryland, na costa leste dos Estados Unidos.

Lundeen responde a acusações de agressão de segundo grau e “conduta desordeira”, segundo a polícia responsável pela segurança dos transportes em Maryland e registros judiciais citados pela imprensa americana.

O caso ocorreu na quinta-feira (3), no voo 618, que seguia de Dallas, no Texas, para Newark, em Nova Jersey, na região de Nova York. A aeronave precisou mudar a rota e pousar em Baltimore por causa da ocorrência.

Segundo passageiros ouvidos pela ABC News, Lundeen começou a gritar, fazer comentários ofensivos contra funcionários da companhia e outros passageiros e usar xingamentos racistas e homofóbicos.

Em determinado momento, segundo testemunhas, ele também se envolveu em uma agressão física contra outro passageiro.

Juan Mejía, ex-agente de segurança que estava no voo, contou à emissora que decidiu intervir junto com outro passageiro. Lundeen foi então imobilizado na poltrona com fita adesiva e teve as mãos presas com braçadeiras plásticas.

“Não estávamos tentando machucá-lo. Estávamos tentando contê-lo e controlar a situação para que ela não piorasse”, disse Mejía à ABC News.

Uma passageira ouvida pela NBC News afirmou que Lundeen se debatia enquanto tripulantes e outros passageiros tentavam contê-lo. Ela também relatou que o homem dirigiu ofensas racistas a pessoas a bordo.

Depois do pouso em Baltimore, Lundeen foi retirado do avião e levado sob custódia. A aeronave seguiu posteriormente para Newark.

Passageiro amarrado com fita em voo nos EUA é identificado e responde por agressão
Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, foi identificado como o passageiro detido após confusão em voo da American Airlines entre Dallas e Newark, nos EUA. — Foto: LinkedIn/Reprodução

O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, informou que está ouvindo testemunhas e reunindo informações sobre o que ocorreu durante o voo. O órgão disse que vai consultar a Procuradoria dos EUA em Maryland para decidir se haverá também acusações na esfera federal.

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), órgão responsável pela aviação civil no país, também investiga o episódio.

Segundo a Newsweek, Lundeen trabalhava no setor imobiliário em Tucson, cidade do estado do Arizona, no sudoeste dos EUA. A Long Realty, empresa à qual ele era ligado profissionalmente, informou à revista que encerrou o vínculo após tomar conhecimento do caso.

A empresa afirmou que a conduta descrita nas reportagens era incompatível com os padrões de profissionalismo e respeito esperados de seus profissionais.

De acordo com registros judiciais citados pela imprensa americana, Lundeen foi liberado após uma audiência inicial na sexta-feira (4) e deverá voltar ao tribunal em 19 de outubro.

A American Airlines afirmou que não tolera violência e que a segurança de passageiros e funcionários é sua prioridade.

Leia abaixo a nota da American Airlines:

“Em 3 de setembro, o voo 618 da American Airlines desviou sua rota para Baltimore devido a um passageiro que apresentava comportamento inadequado. Ao chegar, as autoridades policiais receberam a aeronave e auxiliaram no desembarque do passageiro antes que o voo seguisse para o seu destino. A segurança e o bem-estar de nossos clientes e membros da equipe são nossa prioridade máxima, e não toleramos violência. Agradecemos aos membros de nossa equipe pelo profissionalismo e aos nossos clientes pela compreensão.”

Passageiro amarrado com fita em voo nos EUA é identificado e responde por agressão
Aviões da American Airlines no Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos, em julho de 2015. — Foto: Alan Diaz/AP

Fonte: G1