O período favorece o surgimento de pragas como baratas e formigas, o que também contribui para a presença desses animais em áreas urbanas e residenciais.
Com a chegada do verão e a maior incidência de chuvas, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) alertou para a aumento no número de escorpiões e outros animais peçonhentos em Campo Grande. O período favorece o surgimento de pragas como baratas e formigas, o que também contribui para a presença desses animais em áreas urbanas e residenciais.
Na última semana, moradores de um condomínio localizado na Avenida João Garcia Carvalho Filho, no bairro Tiradentes, relataram uma infestação persistente de escorpiões, o que tem causado preocupação entre as famílias e aumentado a procura por dedetizações e o uso de venenos domésticos.
Em nota, a Sesau, por meio da GCZ (Gerência de Controle de Zoonoses), reforçou que a principal forma de prevenção é eliminar ambientes que favoreçam o abrigo e a alimentação dos escorpiões. A orientação é manter quintais e áreas externas sempre limpos, sem entulhos, folhas, lixo ou restos de material de construção. Além disso, dentro das residências, recomenda-se vedar ralos, frestas e tubulações, manter móveis afastados das paredes e evitar o acúmulo de objetos no chão.
O Ministério da Saúde não recomenda o uso de inseticidas, já que esses produtos podem desalojar os escorpiões de seus esconderijos e aumentar o risco de acidentes. De acordo com o órgão, a medida mais eficaz é o controle ambiental, com a eliminação de locais propícios à presença desses animais.
O que fazer em caso de escorpião em casa ou acidente
Se houver picada de escorpião ou de outro animal peçonhento, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar imediatamente uma unidade de saúde para receber atendimento adequado.
Ao encontrar um escorpião em casa, o morador deve recolhê-lo com cuidado. Para isso, use um recipiente fechado, evitando o contato direto, e encaminhe à GCZ, onde a espécie passará por análise, principalmente em casos de acidente.
O proprietário do imóvel também pode solicitar vistoria técnica ao GCZ pelos telefones (67) 3313-5026 (horário comercial), 3313-5000 ou pelo 2020-1796. O atendimento também está disponível via WhatsApp, no número 2020-179.
Outra opção é buscar orientação junto ao Civitox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica), pelos telefones 0800 722 6001, (67) 3386-8655 ou 150. O centro integra a Superintendência Estadual de Vigilância em Saúde da SES, com o intuito de prestar informações e orientações em casos de envenenamento em humanos e animais.
Conforme a Sesau, em situações de avistamento, o morador pode acionar o Serviço de Controle de Roedores, Animais Peçonhentos e Sinantrópicos para vistoria. Já em caso de acidente, a recomendação é procurar atendimento médico imediato. Se possível, levar o escorpião, vivo, morto ou em foto, para auxiliar na identificação da espécie.
Fonte: Midiamax


