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domingo, 4 de outubro, 2026

PF investiga broches com câmera usados para filmar voto em Cabo Frio

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar a suspeita de que broches equipados com câmeras ocultas estariam sendo distribuídos e utilizados no município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A investigação visa determinar se esses dispositivos foram empregados para registrar o voto dos eleitores nas urnas eletrônicas.

Os objetos, que se assemelham a broches comuns, possuem na parte frontal o número de um candidato e, na parte traseira, um adesivo que esconde uma microcâmera acoplada a uma bateria. A descoberta ocorreu após a apreensão do celular de um homem, que continha os referidos dispositivos. O indivíduo, que preferiu não se manifestar, teve seus equipamentos e celular recolhidos pela PF para perícia técnica.

A legislação eleitoral brasileira proíbe expressamente a entrada de celulares, óculos com câmera, filmadoras ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos capazes de registrar imagens na cabine de votação. A medida, prevista na Lei das Eleições e em resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como a nº 23.759/2026, tem como objetivo primordial garantir o sigilo do voto.

Em um balanço geral das eleições, a PF informou que, até o início da tarde de domingo (4), seis inquéritos policiais e 18 termos circunstanciados de ocorrência foram instaurados para investigar crimes eleitorais em diversos estados. Um total de 129 pessoas foram conduzidas às autoridades e bens e valores somando R$ 789,8 mil foram apreendidos, incluindo R$ 383,6 mil em espécie. As principais apurações envolvem propaganda irregular, corrupção eleitoral e compra de votos.