06/02/2014 13h50
Pochetes aparecem nas passarelas de Paris
Acessório pode voltar a ganhar as ruas, mas com informação de moda
Daquidali
A Chanel, marca conhecida por ser sinônimo de sofisticação e ter grande influência sobre o que chega às vitrines e às ruas, gerou polêmica ao ressuscitar a pochete, em um estilo disco mixado com ares futuristas. Mas, afinal, será que essa moda pega?
O consultor de moda e apresentador Arlindo Grund comemora a ousadia da grife ao incluir o assessório. “Achei incrível. O povo meteu a boca, mas vai pisar na língua, porque todo mundo vai usar só porque é Chanel”, opina. Entre os pontos fortes destacados pelo profissional estão o fato de virem bordadas com prata e paetês.
Adepto dessa não tão popular carteira, ele diz que é necessário ter cautela ao usar. “Amo pochetes, mas aquelas de moda, que fazem parte da roupa. As brasileiras precisam tomar muito cuidado, porque ela fica exatamente onde a mulher geralmente tem mais volume, que é o quadril”, completa.
Já a consultora de estilo Camy Filgueiras, olha com certa desconfiança. “É bem ousado tentar revisitar um acessório tão duvidoso, mas como Karl Lagerfeld (diretor criativo da marca) tem o talento de transformar em hit tudo o que lança nas passarelas, pode ser que agrade a consumidora jovem, esportiva e antenada. Se coordenada com a roupa certa pode ser que emplaque”. Karl, aliás, não foi o primeiro a focar na bolsa: a estilista brasileira Glória Coelho também surgiu com sua versão em neoprene há algumas temporadas.
Para usar
Se você está no time de mulheres que vibraram com esse retorno inesperado, saiba que existem sim maneiras bacanas de se usar o acessório. Lembre-se, no entanto, que o visual safari deve ficar de fora: “para apostar em um modismo perigoso desses é preciso usar com um look muito moderno, com informação de moda. Senão, corre-se o risco de cair no brega total, parecendo que tirou a pochete do fundo do baú. O fit certo é sequinho, sem volumes, para que não dê barriga e não deixe a silhueta disforme”, aconselha Camy.
Casual, não substitui a clutch em eventos mais elegantes, mesmo que seja de um estilista renomado. Para quem tem a região do culote mais larga, a dica de Grund é reposicionar. “Usa transpassada, como uma bolsa carteiro, para não aumentar. O importante ao carregar é estar ciente de que está usando um acessório, e não algo que não faz parte do seu universo. As pessoas têm que ousar e parar de ter medo, porque o que era cafona antes hoje pode ser muito bacana”, finaliza.


