Presidio Feminino de Ponta Porã (Foto: Tião Prado - Pontaporainforma)

Ludwig foi morto a facadas, queimado e teve corpo ocultado na área rural do Itamarati.

A população de Ponta Porã, do Distrito de Nova Itamarati e principalmente os familiares do técnico agrícola Ludwig Max Pockel, de 48 anos, morto de forma brutal no sábado, 25 de julho deste ano, em um sitio na área rural do Distrito, por sua namorada Franciele Solmário da Luz e Nadir Ricardo ambos de 34 anos, sendo  que Franciele mantinha um relacionamento extraconjugal com Nadir Ricardo, estão estarrecidos com a decisão que a justiça tomou de colocar em liberdade Franciele Solmário na última quinta-feira, 10 de setembro, acusada de participar do crime.

A reportagem do site Pontaporainforma entrou em contato com a advogada Alisie Pockel Marques, que representa a família da vítima, que informou que o  processo está em segredo de justiça, e a advogada informou que tomou conhecimento do que está contido no alvará de soltura de Franciele Solmário da Luz, que entre outras coisas em nenhum momento alega que a autora, que estava presa no presidio feminino de Ponta Porã  é inocente ou a inocenta do horrível crime que a mulher, junto com seu comparsa, cometeram contra Ludwig Max Pockel.

Ponta Porã: Acusada de participar da morte de  Ludwig é colocada em liberdade

De acordo com o alvará de soltura da acusada, foi concedido prisão domiciliar porque ela possui dois filhos menores de idade e tem que cuidar das crianças, mas, de acordo com a advogada, o caso é que a guarda das crianças é do pai, e não da acusada pelo horrendo crime o que descaracterizaria o motivo da soltura.

“Com o alvará ela responde pelo crime em liberdade, mas nada tem a ver com a inocência dela, o motivo foi o direito das crianças”, disse Dra. Alisie.

A advogada disse que a família de Ludwig Max Pockel está muito triste e chocada, pois entende como uma injustiça essa liberdade da acusada, demonstrando a forma manipuladora que a mulher usa e sua total falta de caráter.

“A família vai nessa segunda-feira (14), entrar em contato com o Ministério Público e provar que ela não cuida dos filhos e pedir que a prisão domiciliar seja revogada, pois ela não cuida dos filhos, quem cuida é o pai das crianças e pedir que ela volte a cumprir a ser presa no presidio feminino de Ponta Porã até o julgamento, visto que ela irá a júri popular”, disse a advogada da família da vítima.

A reportagem do site Pontaporainforma ficou sabendo por fontes do Distrito de Nova Itamarati que desde quinta-feira (10), a acusada Franciele Solmário da Luz voltou para a sua casa na área rural, dizendo para as pessoas que ela não estava presa, e sim em viagem para o interior do Paraná, na casa de parentes e voltou somente agora.

A família de Ludwig Max Pockel, também contesta as informações de Franciele, que chegou a dizer que não estava mais namorando a vítima, mas prints das redes sociais da acusada mostra que ela tinha um facebook onde no perfil estava o nome “Frann Pockel”, então segundo a família, a tese de que a vítima a maltratava não é verdade, pois como então ela estava usando o facebook com o nome de seu namorado.

A advogada informou também que o filho da vítima, que foi o primeiro a sentir a ausência do pai no dia do crime, está muito abalado com a soltura da acusada de ajudar a matar, queimar e esconder o corpo de seu pai.

Relembre o caso:

A namorada do técnico agrícola Ludwig Max Pockel, de 48 anos, e um comparsa, foram presos na noite de quarta-feira (29/07), suspeitos de terem executado a vítima, que estava desaparecida desde sábado (25/07), na região do Distrito de Nova Itamarati em Ponta Porã.

Franciele Solmário da Luz de 34 anos e Nadir Ricardo de 34 anos, conhecido como “pica-pau” estão detidos 1º Distrito Policial da cidade. Conforme o delegado regional de Ponta Porã, Clemir Vieira, há suspeita da participação de uma terceira pessoa no crime

Ainda conforme apurado, a polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha motivação passional. Nesta noite, Nadir levou os policiais até um matagal, próximo a uma plantação de milho, onde deixou o corpo do técnico agrícola. Ele também esteva com os policiais na casa onde a vítima morava, que fica em um sítio no distrito de Nova Itamarati.

O homem foi assassinado a golpes de faca e depois teve o corpo incendiado com gasolina que foi retirada de sua própria motocicleta. Durante esta noite, peritos e investigadores do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil fizeram os primeiros levantamentos no sítio para apurar os detalhes da execução.

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