Existem várias versões sobre fatos; ali estariam restos mortais de uma mulher. Outros apontam que seriam de crianças. Ponto é local de orações e de fé
Quem nasceu ou vive há muitos anos em Ponta Porã conhece ou já ouviu falar do túmulo na rua Presidente Vargas, próximo à esquina com a rua Heliodoro Alves Salgueiro, mais precisamente na calçada em frente ao antigo posto Divisa, hoje um terreno aberto ao lado de uma academia de ginástica. Pois bem.
Existe todo um misticismo acerca desse ponto, hoje referência de fé e local de orações para famílias e cristãos que passam todos os dias por ali ou simplesmente vão até o túmulo fazer uma rápida prece a quem ali está – ou estão sepultados.
Esse túmulo existe há pelo menos meio século. E existem várias versões. Mas nada de concreto ou verdadeiro contado por alguém que conhece ou conheceu familiares de quem ali está sepultado. Até pouco tempo atrás – isso coisa de 20, 30 anos – era comum as famílias velarem seus entes queridos mortos em casa (isso acontece até hoje no Paraguai e em vários países) em cima de uma mesa e o sepultamento não raras vezes era feito no próprio pátio da residência onde o falecido residia ou seus familiares assim decidiam.
Essa tradição não faz mais parte da realidade atual, face as mudanças das leis. Mas, o túmulo em questão na rua Presidente Vargas, uma via intensamente movimentada em Ponta Porã, é cercada de mistérios, até mesmo lendas e em outro determinado ponto um folclore ao seu entorno com várias perguntas, dentre as quais de quem seriam os restos mortais ali depositados, quando ocorreu o sepultamento e em quais circunstâncias.
Ouvindo aqui e ali gente entendida no assunto e que conhece pouco ou muito da história de Ponta Porã, encontram-se pelo menos três versões para o túmulo.
A primeira versa sobre o corpo de uma mulher sepultada após ser morta pelo marido. A vítima teria sido descoberta em adultério, foi perseguida e morta naquele local. Para se desfazer do corpo, o autor do homicídio abriu a valeta onde colocou o corpo da mulher assassinada.
Vale lembrar que até meados de 1950, toda essa populosa região da cidade onde o túmulo se encontra era uma imensa área verde, onde a cidade ainda não havia avançado. Portanto, um local esmo. A área urbana de Ponta Porã seguia até as proximidades da antiga cascadeira Radeke, mas com residências distantes uma da outra.
Um outro conto aponta para a morte precoce de uma criança, acometida por uma enfermidade e diante dos escassos recursos existentes à época, faleceu nos braços dos pais. Sem alternativa, essa criança foi sepultada naquele ponto e a cidade com o passar dos anos avançou, as ruas foram sendo abertas, chegaram o asfalto, casas, muros e a urbanização, e o túmulo permaneceu em seu ponto, com muita deferência e respeito por todos, mesmo não conhecendo a história nele contido.
Em uma terceira versão, credita-se os restos mortais a duas crianças que teriam sido atropeladas por veículo oficial e para não ser descoberto, os ocupantes do carro teriam enterrados os corpos. Mas é um indicativo menos provável, apontam os que acompanham e tentam descobrir há muitos anos os verdadeiros fatos que cercam o túmulo na Presidente Vargas.
Diariamente muitas famílias param em frente ao ponto funeral e fazem suas orações.
O túmulo está intacto. É cercado por pequenos balaústres, não possui nenhuma placa de identificação com dados que pudessem ajudar a elucidar o mistério sobre si e ao seu entorno um terreno aberto, em frente residências e o asfalto, por onde passam centenas e centenas de pessoas todos os dias e a grande maioria olha e se pergunta: quem estaria ali sepultado e quais circunstâncias cercam a história e estória.
É o misticismo envolto sobre o túmulo na rua Presidente Vargas.
Fonte: Conjecturasppms

