Bia Cavassa (PSDB) é a entrevistada do Papo das 6, do Bom Dia MS, nesta segunda-feira (1°).
01/04/2019 09h55 – G1
A deputada federal Bia Cavassa (PSDB) é a entrevistada do Papo das 6, do Bom Dia MS, nesta segunda-feira (1°). Ela assumiu uma cadeira na câmara com muita expectativa da população da região de Corumbá, até porque é a primeira parlamentar pantaneira desde o mandato de 2002, do ex-deputado federal Manuel Vitória. A parlamentar comentou diversos assuntos, como busca de recursos, Reforma da Previdência, entre outros assuntos.
“Acredito que até, por causa deste grande ato de tempo sem uma pessoa para nos representar e hoje eu tenho muito orgulho grande de representar o nosso estado de Mato Grosso do Sul, mas, é claro que estaremos aí vendo questão específicas de Corumbá e Ladário. Então eu vejo que hoje nós temos alguns assuntos, algumas situações já antigas que a gente precisa acelerar para proporcionar alguma solução para isso, como por exemplo, o problema Porto de Ladário, que hoje está suspenso a atividade de embarque e desembarque de gado em pé e isso está causando um transtorno muito grande para nossos pantaneiros, então nós estamos já procurando agendas em Brasília para tentar solucionar este problema, que vejo que é algo burocrático e de fácil solução, assim como temos hoje o nosso centro de convenção em Corumbá sem poder operar e, devido também, a questões burocráticas. E um outro assunto que muito nos preocupa e que a gente precisa apresentar solução imediata é questão da população ribeirinha, que mora na região do Taquari. Então nós já estivemos em agenda com o diretor-presidente do Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] , levando a nossa preocupação. Estivemos também junto a nossa bancada levando essa preocupação para sensibilizar e, principalmente sobre essas famílias da região do Taquari, que hoje encontram-se isoladas naquela região. E a gente precisa juntar forças porque estamos tratando de pessoas, de vidas, que precisam de um socorro nosso e do poder público”, afirmou a deputada.
Sobre projetos antigos e a promessa de investimentos na região, como a instalação de um pólo minero-siderúrgico e até mesmo de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), a deputada fala em “união de esforços da classe política”.
“Quando a gente fala na instalação de um polo e até mesmo ZPE, são dois projetos antigos e que causou na época uma esperança muito grande na população e eu vejo também que houve vontade política para que isso realmente se tornasse realidade. E vejo hoje que nós podemos até ter uma união de esforços da classe política para isso, mas, vejo a dificuldade com relação aos investimentos que precisam ser feitos e que não são poucos, para que a gente possa atrair grandes investidores que queiram instalar um polo ou uma zpe, que seja, então quando a gente fala nessas questões é muito importante para o desenvolvimento sócio-econômico da nossa região, não tenho dúvidas disso: agregar valor ao nosso minério, oferta de inúmeros empregos, arrecadação dos impostos, porém, vejo uma carta dificuldade com relação aos investimentos necessários para que isso aconteça”, explicou Cavassa.
Saindo de Corumbá, ela fala das agendas em Brasília e da Reforma da Previdência. “Quando a gente fala em Reforma da Previdência, acho que é unânime a questão de que todos querem que essa reforma seja aprovada. Eu apoio essa reforma, acho que até já passou da hora de ter acontecido, é uma situação muito preocupante, só que existem alguns pontos que precisam ser mais debatidos, mais analisados e eu posso até estar falando em nome do meu partido, com relação a dois pontos principais, que é a questão do BPC [Benefício de Prestação Continuada] para pessoas idosas, a partir de 65 anos e para pessoas com deficiência, que recebem este benefício. E também a questão dos trabalhadores rurais, onde na semana passada houve uma nota oficial e vários líderes de partido assinaram, em conjunto, para que seja ou revisto ou que saia do texto da reforma…60 anos para começar a receber um benefício, de R$ 400, a gente vê não com bons olhos isso aí. Hoje os idosos que já demonstraram a sua vulnerabilidade recebem um salário mínimo e eu concordo que isso continue desta forma. A partir dos 60, para chegar aos 70 para aí começar, eu vejo que isso aí é de uma forma até desumana para com os nossos idosos, assim como para com trabalhadores rurais, onde eu vejo que a mulher será mais prejudicada ainda no aumento de de 55 para 60 anos”, ressaltou.
Com relação a idade mínima, de 65 para homens e 62 para mulheres, Bia comenta sobre a “mudança da realidade em nosso país, com bastante idosos”. “Isso significa que a nossa população está tendo uma longevidade e vejo que isso aí ainda pode ser negociável…o tempo de transição também pode ser revisto de 12 para 10 anos…essa reforma ainda não chegou para que a gente possa estar discutindo todos os seus tópicos. Temos que avaliar e eu concordo com a questão de quem ganha mais contribui mais e quem ganha menos contribua menos”, disse.
A deputada ainda falou sobre a idade de contribuição dos professores, que passam por desgaste físico, intelectual e emocional, ressaltando a questão da violência, além da lei do Pantanal, entre outros assuntos.


