Prêmio da Fundação Carlos Chagas (FCC) reconhece experiências formativas inovadoras em licenciaturas e está com inscrições abertas até o dia 8 de junho
Em um país que forma mais de 200 mil professores por ano, de acordo com o Censo da Educação Superior (Inep/2024), a qualidade da formação docente é estratégica para a educação brasileira. A Fundação Carlos Chagas (FCC), por meio do Prêmio Professor Rubens Murillo Marques, destaca iniciativas inovadoras nas licenciaturas e já reconheceu, desde 2011, com o início da premiação, quatro professoras de universidades goianas. As experiências premiadas abordam temas contemporâneos como o estágio e a viabilidade de manter estagiários durante a pandemia.
Mais recentemente, a professora Francilane Eulália de Souza, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), foi vencedora do 14ª ediçãodo prêmio. Com a iniciativa A pesquisa-ação no estágio supervisionado em Geografia na Universidade Estadual de Goiás, câmpus Nordeste, a docente procurou romper com o modelo tradicional de estágio supervisionado e proporcionar aos alunos estagiários a oportunidade de vivenciar a docência por meio de pesquisa-ação. Segundo a proposta, esse processo impulsionou os alunos estagiários a resolver os problemas encontrados na prática docente e a assumir um papel mais autônomo.
Suzane de Alencar Vieira, da Universidade Federal de Goiás (UFG), foi reconhecida na 12ª edição com o trabalho Podcast Socializando: a produção do podcast como instrumento de formação de professores de sociologia e meio de aprendizagem criativa. Com as então restrições da covid-19, o podcast foi criado para tornar viável a continuidade do estágio docente, no curso de licenciatura em Ciências Sociais da UFG, durante o segundo semestre de 2020.
Thaís Lobosque Aquino, também da mesma instituição, venceu a 8ª edição do prêmio. Com o projeto Música, estágio e pesquisa: ações formativas com o tema Mulheres na Música, buscou integrar estágio, ensino e pesquisa por meio de práticas pedagógico-musicais inspiradas na etnografia e na pesquisa-ação. As atividades abordaram a trajetória e a obra de artistas como Rita Lee, Nannerl Mozart e Chiquinha Gonzaga. De acordo com a pesquisa, a experiência promoveu o desenvolvimento conjunto de professores em formação, docentes e crianças, fortaleceu a articulação entre música, estágio e educação básica e evidenciou a importância de combater a invisibilização das mulheres no campo musical.
Sônia Bessa da Costa Nicacio Silva, da UEG, foi reconhecida na 7ª edição com o projeto Opção metodológica para a formação inicial: relato de experiência de uma construção coletiva no curso de pedagogia. Com a participação de 77 alunos, o trabalho organizou uma sequência de práticas inspiradas nos princípios da metodologia da problematização e em sua aplicação ao cotidiano escolar dos anos iniciais do ensino fundamental. Conforme a experiência formativa, o contato direto com a realidade escolar proporcionou um ensino mais investigativo e reflexivo, estimulando os estudantes a desenvolverem práticas pedagógicas interdisciplinares, ampliarem o domínio dos conteúdos e compreenderem a aplicabilidade da metodologia na educação básica.
“À medida que a gente divulga essas experiências, inspira outros professores a aprimorarem suas práticas, conhecendo profissionais formadores qualificados e que desenvolvem experiências formativas significativas para outros futuros professores”, comenta Patrícia Albieri de Almeida, pesquisadora do Departamento de Pesquisas Educacionais da Fundação Carlos Chagas e integrante do Comitê Executivo do Prêmio.
Sobre o Prêmio Professor Rubens Murillo Marques
Atualmente, a FCC está com inscrições abertas para a 16ª edição do Prêmio Professor Rubens Murillo Marques. Professores atuantes em cursos de licenciatura de todo o Brasil podem submeter experiências já implementadas até 8 de junho, gratuitamente, pelo site da instituição.
Três iniciativas serão contempladas com prêmio de R$ 30 mil, além de diploma e troféu, que é uma réplica de escultura da artista plástica Vera Lucia Richter. Os trabalhos vencedores também serão publicados pela série Textos FCC – que desde 1989 divulga estudos realizados no âmbito do Departamento de Pesquisas Educacionais da instituição.
Criado em 2011, o prêmio é uma iniciativa da FCC que valoriza e divulga experiências educativas de formação de professores para a educação básica. A iniciativa homenageia o Prof. Dr. Rubens Murillo Marques, um dos presidentes fundadores da FCC e educador com trajetória marcada pela contribuição ao desenvolvimento educacional brasileiro.
“Com as mudanças constantes nas formas de aprender e ensinar, os cursos de licenciatura são cada vez mais desafiados a preparar profissionais que dialoguem com novas realidades da sala de aula. Assim, ao valorizar o professor que ensina a ensinar e divulgar experiências bem sucedidas, o Prêmio contribui, mesmo que indiretamente, para a melhoria das práticas de formação inicial”, afirma Patrícia.
Serviço
16º Prêmio Professor Rubens Murillo Marques
Inscrições: até 8 de junho, site da instituição.
Valor da inscrição: gratuita
Público-alvo: docentes
Premiação: R$ 30 mil para cada iniciativa premiada
Sobre a Fundação Carlos Chagas (FCC)
A Fundação Carlos Chagas (FCC) é uma instituição de direito privado e sem fins lucrativos que, pelos relevantes serviços prestados à sociedade brasileira, foi declarada como de utilidade pública. Há mais de 60 anos, é reconhecida pela competência na atuação em duas grandes áreas: 1) concursos e processos seletivos e 2) pesquisas educacionais. Com um trabalho pautado sempre pela qualidade, competência, segurança e fidelidade na prestação de serviços, a FCC já realizou mais de 2,7 mil projetos, atendeu a 550 instituições e avaliou mais de 313 milhões de candidatos. Por meio de seu Departamento de Pesquisas Educacionais, dedica-se a programas de investigação sobre temas direta ou indiretamente relacionados a avaliação, políticas públicas, formação e trabalho docente, direitos sociais e relações etárias, de gênero e raciais.


