Programa Asas para o Futuro do Ministério das Mulheres é destaque no 2º Prêmio Mulheres e Ciência

Foto: Luara Baggi / Ascom MCT

Em clima de conquista, alegria e gratidão, três estudantes do ensino médio participantes do programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres, foram premiadas nesta quinta-feira (6/3), na categoria Incentivo da segunda edição do Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com os ministérios das Mulheres e da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe no Brasil e a  British Council, organização internacional do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais.

A cerimônia da premiação, no Auditório do CNPQ, em Brasília, contou com a participação das ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e reuniu autoridades do governo federal, representantes de organismos internacionais e instituições parceiras.

Além da categoria Incentivo, voltada aos participantes do Programa Asas para a Futuro, o Prêmio contemplou outras três categorias: Estímulo, destinada a pesquisadoras com doutorado concluído há menos de 15 anos; Trajetória, voltada a pesquisadoras com mais de 15 anos de doutorado; e Mérito Institucional, para instituições de ensino superior e institutos de pesquisa que promovem políticas de igualdade de gênero.  

Lara Dourado, participante do Programa Asas para o Futuro. Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)
Lara Dourado, participante do Programa Asas para o Futuro. Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)

A categoria Incentivo do Asas para o Futuro, coordenado pelo Ministério das Mulheres, tem por objetivo valorizar histórias reais de transformação de jovens que encontram nos estudos novas perspectivas de vida.

Voltado a brasileiras de 15 a 29 anos, especialmente em situação de vulnerabilidade social, o Programa incentiva a formação de jovens mulheres em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. As estudantes recebem qualificação, apoio financeiro e inserção profissional, com cursos ofertados por institutos e universidades federais.

Durante a cerimônia, histórias das jovens premiadas revelaram o impacto da educação como propulsora de mudança.  

Premiação 

O primeiro lugar da categoria Incentivo foi conquistado por Lara Dourado Borges, de 17 anos, estudante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), campus Serra. 

Filha de uma família vinda do interior da Bahia, onde o acesso à educação era limitado, ela vê na formação uma oportunidade de transformar não apenas a própria vida, mas também a de sua família.

“Aqui eu sinto que posso transformar a minha própria história e inspirar minha irmã a acreditar que também pode ser uma mulher forte”, afirmou.

O segundo lugar ficou com Raíssa da Luz Rangel, estudante do ensino médio do Instituto Federal da Bahia (IFBA). A jovem, de 16 anos, contou que participou do programa no ano passado, em um instituto parceiro, e destacou o papel transformador da experiência, que ampliou suas perspectivas sobre o futuro e sobre a continuidade dos estudos.

O terceiro lugar foi concedido a Laíza de Almeida Bride, estudante do ensino médio do SESI do Espírito Santo. Ela relatou que o programa chegou em um momento decisivo de sua trajetória escolar.

“O Asas chegou num momento complicado da minha vida, pois eu estava totalmente desmotivada com os estudos, mas percebi que o estudo é realmente necessário. E isso foi uma virada de chave para eu conquistar meu lugar como profissional, como pessoa e como mulher. Hoje estou fazendo faculdade no Ifes”, contou, orgulhosa. 

As três estudantes receberam prêmio de R$5 mil, além de passagens aéreas e participação em congresso científico no país.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou a importância de iniciativas que ampliam oportunidades para meninas e jovens em todo o país.  

“O que queremos é andar pelo Brasil e encontrar mulheres protagonistas de suas vidas, mulheres felizes e que participem dos processos decisórios deste país”, afirmou ao cumprimentar as participantes e as vencedoras da premiação.

Márcia Lopes também ressaltou a importância da participação feminina  na ciência.   “Que este prêmio siga inspirando novas gerações de meninas e jovens mulheres a ocuparem todos os espaços da ciência, da tecnologia e da inovação. Porque quando as mulheres avançam, a ciência avança e quando a ciência avança, o Brasil avança junto. É vontade do presidente Lula que as mulheres participem dos processos decisórios do país”.  

Outras categorias premiadas 

Um dos destaques da cerimônia foi a entrega, pela ministra Márcia Lopes, do prêmio à primeira reitora da Universidade Federal do Piauí, Nadir do Nascimento Nogueira. A universidade, que completou 55 anos, foi premiada na categoria Mérito Institucional, com o terceiro lugar. 

“Esse Prêmio Mulheres e Ciência é um evento que reafirma algo que já sabemos, mas que precisa ser continuamente reconhecido: a ciência brasileira é também construída pelo protagonismo das mulheres”, disse a reitora. 

As outras instituições premiadas foram a Universidade Federal do Pará (UFPA), em 1º lugar; e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE),  2º lugar. 

Parcerias e cooperação

Durante a premiação,  foi anunciado que novos instrumentos de parceria entre o CNPq e o Ministério das Mulheres devem ampliar o alcance do programa Asas para o Futuro.  

O presidente do CNPQ, Olival Freire Junior, ressaltou a importância do Prêmio no contexto histórico brasileiro. “São séculos de uma sociedade machista e patriarcal da qual a comunidade científica não é isenta, porque ela é parte dessa sociedade. Por isso, iniciativas como o Prêmio Mulheres e Ciência são cada vez mais importantes”, disse.

Outro destaque da cerimônia foi o lançamento da Política de Empoderamento de Meninas e Mulheres na Ciência, Tecnologia e Inovação, anunciado pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos. A iniciativa é voltada à promoção da equidade de gênero e da diversidade na educação superior e na ciência.

“Essa política foi construída ao longo de três anos. Três anos de escuta, diálogo e trabalho coletivo. Ela é uma resposta às demandas da sociedade brasileira, é uma construção democrática”, disse a ministra Luciana.   

Homenagem póstuma

O evento também prestou homenagem póstuma à estudante Marjorie Azevedo Anunciação, de 20 anos, do Instituto Federal da Bahia (IFBA), reconhecida por sua dedicação ao programa Asas para o Futuro.

Sobre o Prêmio Mulheres e Ciência 

Criado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2024, o Prêmio Mulheres e Ciência tem como objetivo ampliar a participação feminina na ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

A premiação contempla pesquisadoras de destaque nas áreas de Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes, além da categoria Mérito Institucional, voltada a instituições de ensino superior e institutos de pesquisa que promovem políticas de igualdade de gênero.  

A cerimônia também marcou os 20 anos do Programa Mulher e Ciência, com o lançamento de uma série de videocasts sobre o tema.

Participaram ainda da cerimônia a presidente da Capes, Denise de Carvalho; o representante do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe no Brasil, Jaime Holguín; o assessor sênior do Banco, Pablo Gentili, além da diretora de Engajamento Cultural do British Council no Brasil, Diana Daste. 

 

Fonte: Ministério das Mulheres