Programa Cozinha Solidária avalia formação de lideranças e prepara expansão nacional

A troca de experiências e os aprendizados construídos nos territórios deram o tom do encontro de avaliação das formações do Programa Cozinha Solidária, realizado nesta quarta-feira (28.01) e quinta-feira (29.01), em São Paulo. A iniciativa contribuiu para transformar práticas locais em diretrizes capazes de orientar uma política pública de alcance nacional.

Reunindo representantes das cozinhas solidárias, gestores públicos e instituições parceiras, o encontro teve como objetivo analisar, de forma coletiva, os cursos realizados entre agosto e novembro de 2025 nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. A atividade ocorreu na sede da Escola Nacional Paulo Freire, que coordenou o processo formativo em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Durante a avaliação, os participantes compartilharam experiências, apontaram desafios enfrentados nos territórios e construíram, de forma conjunta, estratégias para qualificar a formação e viabilizar sua expansão nacional. Os cursos representam o primeiro passo da implementação da Modalidade de Apoio à Formação, instituída pela Portaria MDS nº 1.096/2024, que define os princípios, os objetivos e os eixos da iniciativa.

A formação contou com carga horária de 20 horas de atividades comunitárias e 48 horas presenciais, organizadas em seis módulos. Entre os temas abordados estiveram o combate à fome, a produção de alimentos, as boas práticas, a organização do trabalho, a economia popular e a geração de renda. Ao todo, 90 representantes participaram das atividades, com 74 concluintes: 20 no Rio de Janeiro, 28 em Recife e 26 em São Paulo.

Baseada no diálogo e no trabalho coletivo, a metodologia considerou as necessidades concretas das cozinhas solidárias em cada território. O objetivo foi fortalecer a autonomia das iniciativas, incentivar a atuação em rede e apoiar ações de geração de trabalho e renda, respeitando as diferentes realidades locais e a diversidade étnico-cultural. A abordagem pedagógica foi orientada pelos princípios da educação integral, da educação popular e da educação alimentar e nutricional.

Para a diretora da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Patrícia Gentil, o momento marca um avanço importante na consolidação do programa.

“Estamos analisando coletivamente os aprendizados dos cursos piloto, organizados em parceria com a Fiocruz e a Escola Paulo Freire, para qualificar a proposta e avançar na expansão nacional. A prioridade é garantir que a formação dialogue com a realidade dos territórios e fortaleça as cozinhas solidárias como espaços de segurança alimentar, organização comunitária e promoção de direitos”, afirmou.

Além da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, o encontro contou com a participação de representantes da Secretaria Nacional de Participação Social, da Fiocruz, da Fiocruz Brasília e da Escola Nacional Paulo Freire.

Cozinhas Solidárias

As cozinhas solidárias são reconhecidas como uma tecnologia social de combate à fome. Organizadas pela sociedade civil, essas iniciativas produzem e ofertam refeições gratuitas a pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica e insegurança alimentar, incluindo a população em situação de rua.

Além da oferta de refeições, as cozinhas solidárias desenvolvem ações de interesse coletivo, como oficinas de formação e atividades de educação alimentar e nutricional. Em grande parte, operam a partir do trabalho voluntário e da mobilização comunitária.

Atualmente, mais de 2 mil cozinhas solidárias estão em funcionamento no Brasil, formando uma ampla rede de solidariedade. Com o apoio do Programa Cozinha Solidária, essas iniciativas passam a contar com suporte complementar para o fortalecimento das atividades de produção e oferta de alimentos, ampliando seu papel no enfrentamento à fome e na promoção da inclusão social.

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Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome