Ele era um dos homens mais poderosos do Irã, muito próximo do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e considerado a principal figura de inteligência militar no país.
03/01/2020 09h20 – Por: G1
Qassem Soleimani, general morto em um ataque aéreo americano em Bagdá nesta quinta-feira (2), era um dos homens mais poderosos do Irã.
Ele era major-general da Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária, e apontado como o cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do país.
O ataque matou as seguintes autoridades:
Qassem Soleimani, chefe das Forças Quds da Guarda Revolucionária
Abu Mahdi al-Muhandis, chefe de milícias do Iraque que eram apoiadas pelo Irã, as Forças Populares de Mobilização
Mohammed Ridha Jabri, porta-voz das Forças Populares de Mobilização
Soleimani, o general iraniano, e Ridha, o porta-voz, haviam chegado no aeroporto de Bagdá em um voo que havia partido da Síria.
Proximidade com o aiatolá
Soleimani era muito próximo do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e sobreviveu a diversas tentativas de assassinato nas últimas décadas.
Sua morte tem um grande impacto em um momento de escalada de tensão entre os EUA e o Irã, que se reflete especialmente no Iraque.
Desde o fim de outubro, militares e diplomatas americanos foram alvo de ataques, e na semana passada um funcionário dos EUA morreu em um bombardeio com foguetes.
A crise subiu de patamar na terça (31), quando milicianos iraquianos invadiram a embaixada americana em Bagdá. Trump acusou o Irã de estar por trás da ação e prometeu retaliação.
A invasão da embaixada foi uma resposta a um ataque americano na fronteira com a Síria que matou 25 combatentes das Forças de Mobilização Popular do Iraque no domingo (29).


