19/10/2016 14h40
Frase diz respeito a seu apoio ao deputado cassado
Midiamax
Defensor assumido do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-AL), o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) disse que não pode esboçar opinião sobre a prisão preventiva do correligionário, mas acredita não se tratar do processo pelo qual o ex-dirigente foi cassado em setembro deste ano e que ele foi contrário. Contudo, resume que ‘quem está na chuva não pode ter medo de se molhar’.
“Na verdade não tenho opinião porque é uma questão jurídica e não mais política. Acredito que (a prisão) não é pelo processo que correu no Conselho de Ética (da Câmara Federal). Na verdade não tenho conhecimento da peça de solicitação, só li o despacho, então agora é torcer para que os motivos que levaram a essa decisão extrema sejam plausíveis”, disse.
“Agora tem que ocorrer julgamento. Eu o defendi num processo e, que eu saiba, ele está sendo preso por outro. Mas é óbvio que quando eu tomei a decisão (de defendê-lo) estava consciente. Quem entra na chuva não pode ter medo de se molhar”, completou. A prisão preventiva de Cunha foi decretada nesta quarta-feira (19) pelo juiz federal Sérgio Moro.
A previsão é de que ele chegue à Polícia Federal de Curitiba (PR) ainda nesta tarde. A decisão é oriunda do processo em que o ex-presidente da Câmara é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.
Na última segunda-feira (17) Moro já havia dado 10 dias para que a defesa do peemedebista apresentasse defesa prévia nos autos. Conforme o MPF (Ministério Público Federal) o deputado cassado não pode ficar em liberdade, pois causa risco à instrução da ação e à ordem pública.


