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terça-feira, 22 de setembro, 2026

Reinaldo destaca que juros da dívida do Brasil daria para construir 900 creches por dia

O candidato a senador Reinaldo Azambuja reforçou, nesta terça-feira (22), os compromissos que já são marcas da campanha dele: a defesa da redução dos juros e do tamanho do governo federal, reajuste da tabela SUS, o combate ao crime organizado na fronteira e fazer chegar aos municípios os recursos que hoje ficam concentrados na União. Ele explicou que o custo da política de juros é um dos maiores entraves ao desenvolvimento. O país paga mais de R$ 1 trilhão de juros por ano — R$ 3 bilhões por dia — com a Selic em 14%. “Isso daria para construir 900 creches por dia, com R$ 3 bilhões que você gasta. É muito dinheiro que está sendo gasto para Brasília, que está custando caro para os brasileiros”, disse, em entrevista à rádio Hora, em Campo Grande.

Reinaldo (PL 222) abriu a entrevista lembrando das reformas estruturantes que marcaram os seus oito anos de governo em Mato Grosso do Sul e afirmou que o mesmo receituário precisa ser aplicado ao Brasil. “Fizemos as reformas, estruturamos a gestão, muito parecido com o que precisa ser feito no Brasil”, afirmou.

Para ele, o tamanho da máquina federal é um dos principais problemas do país. “Mato Grosso do Sul na época tinha 18 secretarias; o Brasil hoje tem 38 ministérios. É um absurdo. Estados Unidos tem 15, China tem 25, Argentina tem 9. Para que 38? Para gastar dinheiro em Brasília e não fazer o dinheiro chegar no município onde moram as pessoas?”, questionou.

Sobre o cenário político nacional, o candidato defendeu a união dos campos políticos do centro e da direita para eleger um novo Congresso, com pautas que importem à população. “Vamos brigar menos entre nós e brigar mais pelo povo brasileiro, diminuir a gastança do Brasil, fazer investimento onde importa, parar de pagar esse juro extorsivo e voltar à atividade econômica”, declarou.

MUNICIPALISMO – O municipalismo foi o fio condutor de toda a participação. Reinaldo defendeu a descentralização de recursos, para que cheguem aonde as pessoas moram e não fiquem concentrados em Brasília. “Menos Brasília e mais Brasil, dinheiro nos municípios, investir no que importa para as pessoas”, resumiu.

Ele reafirmou querer ser um senador municipalista para olhar pelas pessoas das 79 cidades de Mato Grosso do Sul e discutir as prioridades. Para Campo Grande, o candidato defendeu investimentos na recuperação de vias públicas e parques, citando o Belmar Fidalgo, como uma obra que está “no coração de Campo Grande”, e a reestruturação do Parque dos Poderes, que se transformou em ponto de encontro das famílias.

SAÚDE – Na área da saúde, o candidato ao Senado apontou a defasagem da tabela SUS como o grande gargalo do sistema. “O desafio no Senado é reajustar a tabela SUS para fazer mais atendimento. Se a gente não colocar mais recursos, quebram todas as Santas Casas do Brasil e os hospitais filantrópicos”, alertou.

INFRAESTRUTURA – Reinaldo também defendeu a volta da ferrovia como solução para o escoamento da produção. “O estado triplicou a produção de riqueza em 11 anos — celulose, etanol de milho, carnes processadas, grãos — e não pode exportar tudo por caminhão. Fica caro, encarece para o sul-mato-grossense”, afirmou, citando a Malha Oeste. Sobre a Rota Bioceânica, Reinaldo disse que a ponte ficará pronta, mas o acesso não estará concluído — e que é preciso garantir a conclusão de todo o corredor.

O candidato encerrou a entrevista pedindo apoio à chapa “Fazendo o Futuro Acontecer” (PL, PP, União, Republicanos, PSDB-Cidadania, PSD, MDB, Podemos e Avante) . “Acredito muito no Brasil, e o Brasil vai vencer, porque é um país de gente trabalhadora.”