O nível está acima da cota de alerta, estabelecida em 400 centímetros, mas ainda abaixo da cota de emergência, que é de 500 centímetros.
Mesmo após a interrupção das chuvas mais intensas, o nível do Rio Coxim segue em estado de alerta no município de Coxim, distante 251 quilômetros de Campo Grande. Dados do boletim diário da Sala de Situação do Imasul, divulgados nesta quinta-feira (5), mostram que o rio permanece acima da cota de alerta.
De acordo com o Boletim nº 2878, a estação de monitoramento do Rio Taquari em Coxim registrou cota de 428 centímetros na manhã desta quinta-feira. O nível está acima da cota de alerta, estabelecida em 400 centímetros, mas ainda abaixo da cota de emergência, que é de 500 centímetros.
O relatório também aponta que os demais rios monitorados em Mato Grosso do Sul permanecem dentro da faixa de normalidade, sem registros de níveis críticos nas últimas medições.
Apesar da elevação do rio estar associada às chuvas registradas no fim de fevereiro, não houve precipitações expressivas nos últimos dias. Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), a última chuva significativa na região foi registrada em 26 de fevereiro.
Estado de emergência
No início de fevereiro, as chuvas intensas provocaram alagamentos em diversos bairros de Coxim. Diante dos danos, a prefeitura decretou estado de emergência no dia 4 de fevereiro. Imagens registradas no município mostraram ruas alagadas e equipes utilizando máquinas para desobstruir vias afetadas.
Os impactos também levaram o Governo de Mato Grosso do Sul a reconhecer a situação de emergência decretada pelos municípios de Coxim e Rio Negro. As medidas foram oficializadas por meio de decretos divulgados no dia 25 de fevereiro, publicados no Diário Oficial do Estado.
Mesmo com a trégua recente nas chuvas, há possibilidade de novos temporais na região. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu aviso de possibilidade de chuvas intensas para o norte do Estado entre quinta-feira (5) e sexta-feira (6), o que pode influenciar novamente no nível dos rios.
Fonte: Midiamax

