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segunda-feira, 2 de novembro, 2026

Rio de Janeiro: soltura de balões marca homenagens no Dia de Finados

A tradicional cerimônia de soltura de balões brancos no Cemitério da Penitência, localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, reuniu dezenas de pessoas na tarde desta segunda-feira (2), data em que se celebra o Dia de Finados. A iniciativa, que já se tornou um marco na cidade há aproximadamente uma década, tem como objetivo prestar uma emocionante homenagem a parentes e amigos que já faleceram.

Além da soltura dos balões, o complexo de cemitérios do Caju ofereceu aos visitantes diversas outras atividades. Missas foram celebradas na igreja local, proporcionando um momento de reflexão e fé. Para aqueles que desejaram expressar seus sentimentos, a instalação artística “Janelas da Vida” permitiu que mensagens fossem escritas para os entes queridos, transformando a saudade em palavras.

Thamyres Jesus, que perdeu o marido em maio do ano passado, compartilhou sua experiência com o mural de mensagens. “É uma iniciativa interessante nesse dia em que a gente fica tão triste”, comentou, encontrando na arte uma forma de lidar com a dor. Aline da Silva, que sofreu a perda do irmão e da mãe no mesmo ano, expressou a dificuldade de superar a ausência. “É o segundo ano que a gente está aqui. A gente sente muita falta deles”, relatou.

Helena Bernardino, que há oito anos lida com o luto pela perda de sua mãe, encontra no ritual anual de visita ao cemitério uma maneira de amenizar o sofrimento. “O luto não passa. Ele atravessa a gente, não é a gente que atravessa o luto. A gente leva isso pro resto da vida. A gente precisa aprender um jeito de seguir com a vida, com essa dor. Fazer essas homenagens acaba minimizando um pouco essa dor, que nesses dias acaba aflorando”, desabafou, destacando a importância das manifestações de carinho e memória.

Em um cemitério vizinho, São Francisco Xavier, outras atividades foram realizadas para marcar a data. Os visitantes puderam assistir a uma apresentação de coral, conferir uma exposição de pinturas criadas por pessoas que também vivenciam o luto, fruto de oficinas de arte promovidas ao longo de outubro, e participar de um curso de jardinagem, buscando no contato com a natureza um alento.