Semana do Dia da Mulher reacende debate sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho

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Apesar dos avanços legislativos e da maior conscientização social, o assédio moral e o assédio sexual ainda fazem parte da realidade de milhares de trabalhadoras brasileiras.

Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, cresce o debate sobre segurança, respeito e dignidade no ambiente profissional. Apesar dos avanços legislativos e da maior conscientização social, o assédio moral e o assédio sexual ainda fazem parte da realidade de milhares de trabalhadoras brasileiras.

Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostram aumento no número de ações trabalhistas relacionadas a assédio nos últimos anos, refletindo não apenas a persistência do problema, mas também uma maior disposição das vítimas em denunciar e buscar proteção judicial.

Para o advogado trabalhista André Theodoro, especialista em Direito do Trabalho, o tema precisa ser tratado com seriedade dentro das empresas, especialmente durante a Semana do Dia da Mulher, quando a discussão sobre igualdade e respeito ganha visibilidade.

“Assédio moral e assédio sexual não são situações normais do ambiente corporativo. São violações graves da dignidade do trabalhador e podem gerar consequências trabalhistas e indenizatórias importantes”, afirma.

O especialista explica que o assédio moral costuma ocorrer de forma repetitiva, por meio de humilhações, cobranças excessivas, isolamento ou exposição vexatória, enquanto o assédio sexual envolve condutas de natureza sexual sem consentimento, geralmente associadas a abuso de poder ou constrangimento.

“Muitas vítimas demoram para reconhecer o que estão vivendo ou têm medo de denunciar por receio de perder o emprego. Por isso, informação e orientação jurídica são essenciais”, destaca André Theodoro.

Segundo o advogado, além da responsabilização individual do agressor, as empresas também podem responder judicialmente quando deixam de agir diante das denúncias.

“A empresa tem o dever legal de prevenir, investigar e combater condutas abusivas. Quando existe omissão, pode haver condenação por danos morais e outras penalidades.”

A legislação trabalhista brasileira prevê medidas de proteção às vítimas, e a Justiça do Trabalho tem reforçado o entendimento de que o ambiente profissional deve ser seguro e respeitoso para todos.

Para André Theodoro, a Semana do Dia da Mulher é uma oportunidade de ampliar o diálogo dentro das organizações.

“Mais do que campanhas pontuais, as empresas precisam criar uma cultura de respeito permanente. O combate ao assédio é uma responsabilidade coletiva.”

 Fonte: Sarah Santos