equipe da polícia civil

O prédio onde funciona a DAM é precário, com várias rachaduras

O presidente em exercício do Sinpol MS, Pablo Rodrigo Pael, e o Diretor de Assuntos Trabalhistas, Tony Messias Lopes Medeiros, estiveram em Ponta Porã nos dias 10 e 11 de setembro, onde percorreram algumas unidades policiais com objetivo de conversar assuntos de interesse da categoria, estreitar os laços de relacionamento com a equipe local, bem como checar in loco as condições de trabalho dos policiais.

“Pretendemos fazer visitas às unidades do interior toda semana, pois entendemos que é a melhor forma de entender os anseios e as necessidades da nossa categoria”, explica Pablo.

No 1º. DP, por exemplo, que acabou de ser reformada, a estrutura está rachada e, nos dias de chuva, a cela fica alagada comprometendo a integridade tanto de policiais quanto de detentos. “É um prédio que não poderia estar na situação em que se encontra e, por isso, nos comprometemos a oficiar o judiciário para interditar a cela e acionar a empresa que fez o serviço para corrigir o trabalho”, afirma Tony. Ele conta que a situação compromete os cofres públicos, já que – por conta de vazamentos, foi paga uma conta de água no valor de R$ 14 mil reais. “Quem sai perdendo com isso é a sociedade. Um dinheiro que poderia ser investido para melhorar as condições de trabalho para nosso efetivo”.

No prédio da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Ponta Porã, a situação é ainda pior. “O prédio está precário, com várias rachaduras. Encontramos uma piscina sem qualquer manutenção, em um momento importante onde ocorre outra pandemia, a da dengue”, lamenta Pablo. Ele lembra que, só no município, ocorreram 2.774 casos confirmados da doença, conforme o Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde do início deste mês. Por lá, a conta de água também demonstra os problemas na estrutura: foram pagos R$ 7 mil por conta de vazamentos, “por pura falta de manutenção. E não são casos isolados em ambas as delegacias: eles ocorrem todo mês, o que é mais grave”, diz.

“Também vamos oficiar o Estado e garantir que nossos policiais civis tenham condições de trabalho dignas e que não haja desperdício financeiro aos cofres públicos em um momento tão importante da economia”, explica Tony.

Maracaju – Em Maracaju, a visita de cortesia mostrou um outro cenário, afirmam os diretores. “Por lá, uma união do Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal Regional do Trabalho e da sociedade civil organizada – por meio de empresários e do conselho comunitário – reformaram a unidade da cidade e tivemos a grata surpresa de encontrar uma estrutura excelente, ambiente de trabalho muito bom e o resultado pode ser constatado no índice de elucidação de crimes: 97%, percentual compatível com cidades europeias”, elogia Pablo.

“Isso só mostra que, onde há investimento e presença tanto do Governo quanto da sociedade e outros órgãos, garantindo condições de trabalho para nosso policial, ele corresponde, já que a qualidade técnica dos nossos profissionais é compatível com os melhores padrões internacionais”, afirma Tony.

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