Cada chave entregue pelo Minha Casa, Minha Vida significa um sonho realizado, em especial para quem passou anos morando de aluguel, de favor ou em condições precárias, mas que agora tem em mãos a dignidade que sempre quis. O sentimento não foi diferente na inauguração do empreendimento Junção, nesta terça-feira (20), no município gaúcho de Rio Grande, onde 1.276 famílias receberam a oportunidade de iniciar o ano com um lar novo para chamar de seu, através da linha de atendimento Entidades do maior programa habitacional do Brasil.
As casas e apartamentos, distribuídos entre os seis empreendimentos que compõem o Junção, foram construídos com R$ 123,6 milhões de investimento do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Agora, elas irão abrigar famílias como a de Cândida Gabrieli da Vara, de 33 anos, que poderá comemorar com o filho Miguel, de 8 anos, a conquista de uma casa própria que simboliza segurança, estabilidade e um ponto de virada na história de quem esperou anos para ter o conforto de um lar.
“Antigamente eu morava no interior, no Povo Novo, e vivia como podia. Morava em um casebrezinho, herança de família, e tinha uma vida típica de lá, pacata, tendo que viajar horas todos os dias para poder trabalhar. Emprego era uma dificuldade, porque era longe, a passagem mais cara, a opção era em Pelotas, que é a cidade mais próxima, mas não é todo mundo que contrata pessoal de outra cidade. Saúde também era difícil, porque é muito longe de tudo, o posto trabalhava até às 16h e depois não tinha mais atendimento”, relatou.
As dificuldades atrapalhavam o cotidiano da mãe atípica, que precisava criar sozinha o filho neurodivergente. Agora, morando na unidade do Minha Casa, Minha Vida, ela terá infraestrutura completa por perto, com unidades de saúde, assistência social e educação localizados nas proximidades, além de restaurante popular, estação rodoviária e creche. O empreendimento também conta com quadra poliesportiva, academia ao ar livre, salão de festa, quiosque com churrasqueira, playground e centro comunitário.

- Cândida valorizou a estrutura próxima do empreendimento que vai morar junto do filho Miguel. Crédito: JP Foto e Vídeo
“O sonho da casa própria é minha liberdade, tanto financeira quanto emocional. O fato de eu ser mãe atípica e agora poder ter tudo próximo é fundamental. Não preciso mais caminhar quilômetros para ir ao mercado, viajar horas para trabalhar, então é minha liberdade. Foi uma grande emoção, porque onde eu vivia era de herança e eu não era a única herdeira, então tinha pressão de vender, também era um casebre meio insalubre, apesar de ser meu lar por muito tempo. Fiquei muito feliz quando soube que teria minha nova casa”, celebrou Cândida.
Ela irá morar no empreendimento da modalidade Entidades do Minha Casa, Minha Vida, na qual entidades sem fins lucrativos da sociedade civil organizam e executam os projetos habitacionais com participação ativa dos próprios beneficiários. Com recursos repassados pelo Governo Federal, a linha de atendimento é voltada para famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850,00 por mês (Faixa 1), como a de Daniela Freitas, de 37 anos, que fez questão de acompanhar todas as etapas do processo mesmo com os desafios pelo caminho.
Mãe de um filho de 18 anos e de duas filhas adotadas, Daniela se inscreveu no programa habitacional há mais de uma década e acreditou que os planos um dia sairiam do papel. Ela lembra com clareza do dia que se inscreveu, anos antes de enfrentar um câncer que mudaria a vida da família. Passou por dificuldades financeiras, viveu de aluguel, fez anos de tratamento mesmo sem perspectiva de se livrar completamente da doença, mas conseguiu se curar e está colhendo os frutos de sempre ter perseverado por um futuro melhor.
“Estou muito feliz, planejei muito por isso. Hoje estou no meu melhor momento. Deus me deu duas filhas, porque pelo câncer que eu tive não poderia ser mãe mais, mas veio a cura, as meninas, e eu com meus filhos estamos indo para o nosso apartamento. A casa significa saber que tem para onde voltar e que meus filhos têm uma casa que é deles. A preocupação como mãe é de que, mesmo se nada der certo, pelo menos os filhos já têm a casinha deles. É maravilhoso”, compartilhou Daniela.

- Daniela recebeu as chaves do apartamento onde irá criar os três. Crédito: JP Foto e Vídeo
Com as chaves do apartamento novo em mãos, a beneficiária valorizou o programa habitacional e reforçou a importância de os interessados procurarem saber mais sobre as linhas de atendimento do Minha Casa, Minha Vida, além de estar presente para acompanhar o desenvolvimento dos empreendimentos.
“Sei que igual a mim tem muitos que sonharam estar aqui. Estou desde o início, quando formamos uma fila enorme desde manhã cedo, no inverno. Naquela época eu era nova, mas quis ir atrás. Nunca perdi uma reunião, mesmo doente, sempre participei. Agora vou morar no Junção, no meu apartamento. É ano novo, vida nova, e essa casa representa meu cantinho, meu conforto, significa tudo para mim. Não adianta só se inscrever, tem que estar junto, participar, e acredito que, da mesma maneira que hoje sou beneficiária, que muitas pessoas ainda vão conseguir também conquistar a casa própria”, acrescentou Daniela.
Quem seguiu o conselho e marcou presença em todas as reuniões foi Maria Yolanda Rodrigues. Morando em uma casa emprestada, a senhora de 75 anos é mais uma história que se destaca pela força, persistência e o sonho que ganhou endereço. Com um lugar para chamar de seu, a viúva poderá ter a liberdade que sempre quis.
“Vi a oportunidade e agarrei. Meus filhos sempre me deram cobertura, mas a gente chega em uma certa idade e quer ter a nossa privacidade. Meu neto tinha um aninho quando fui com ele fazer o cadastro e daquele dia em diante nunca mais perdi as esperanças. Quando visitei o apartamento pela primeira vez, até pedi ao engenheiro para dormir com a chave. Estou emocionada, é uma vitória”, comemorou a idosa.

- Aos 75 anos, Maria Yolanda conquistou um lar para chamar de seuCrédito: JP Foto e Vídeo
A conquista de Maria Yolanda é mais um reflexo das ações do Ministério das Cidades no Rio Grande do Sul. Para ajudar as famílias que tiveram as casas destruídas pelas enchentes de 2024, foi estabelecido o Minha Casa, Minha Vida Reconstrução, com créditos extraordinários de R$ 3,5 bilhões para o estado. Dentro da linha, foi criado o Compra Assistida, que facilita a compra de um imóvel novo ou usado já existente no valor de até R$ 200 mil. Ao todo, incluindo todas as frentes do programa, são 142 mil novas unidades habitacionais em terras gaúchas, o que equivale a mais de R$ 22,6 bilhões de investimentos do Governo Federal.
“Essa conquista muda tudo. Muda para os filhos, que estão felizes por eu ter meu cantinho, e muda para mim, que vou ter minha privacidade. O próximo sonho agora é curtir bem minha casa e pedir para Deus me dar bastante saúde para aproveitar. Meu conselho é que os outros também não desistam dos seus sonhos”, finalizou Maria Yolanda.

- Mais de 1,2 mil famílias de Rio Grande realizaram o sonho da casa própria com o empreendimento
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Fonte: Ministério das Cidades