A polícia prendeu o homem por suspeita de feminicídio na madrugada de sexta-feira (21), mas ele acabou solto horas depois.
Quatro dias antes de Fátima Alves de Matos, de 54 anos, ser socorrida com sinais de espancamento e morrer no hospital, a Justiça de Costa Rica, arquivou um inquérito por violência doméstica contra a ex-mulher de Rubens Alves Justino, o “Rubinho”, de 54 anos. A polícia prendeu o homem por suspeita de feminicídio na madrugada de sexta-feira (21), mas ele acabou solto horas depois.
O Judiciário ratificou, no início da semana, a decisão que livrou o acusado da investigação anterior por lesão corporal, a pedido do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que alegou falta de provas para oferecer denúncia formal.
Segundo boletim de ocorrência, em julho de 2025, a ex-companheira de Rubens, uma mulher de 50 anos, procurou a Delegacia de Polícia Civil de Costa Rica para denunciar dez anos de agressões físicas e terror psicológico.
Em depoimento, a vítima relatou que sofria violência diária, mas que não denunciava por medo de represálias e por dependência financeira. Naquela ocasião, ela foi agredida com socos e tapas durante a madrugada, ficando com diversos hematomas pelo corpo.
No Formulário Nacional de Avaliação de Risco anexado ao processo, a mulher assinalou ter sofrido enforcamentos, pauladas, socos, chutes, tapas e puxões de cabelo praticados por Rubens, precisando inclusive de atendimento médico. Ela destacou ainda que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas tornava o homem extremamente violento.
Rubens chegou a ser preso em flagrante na época, mas ganhou liberdade provisória na audiência de custódia e no dia 17 de agosto, a Justiça confirmou o arquivamento definitivo da investigação por falta de provas.
Ainda segundo apurou a reportagem, Rubens tem ao menos 12 registros de ocorrências policiais posse ou porte irregular de arma de fogo, lesão corporal no âmbito da violência doméstica quatro vezes em 2025, ameaça e furto e uma ameaça em 2012.
Suspeita de feminicídio – Na madrugada de sexta-feira, equipe da 4ª CIPM prendeu Rubens após a então companheira, Fátima, morrer na Fundação Hospitalar de Costa Rica. A mulher deu entrada na unidade médica com sinais de espancamento e a suspeita é de que ela tenha sido a 23ª vítima de feminicídio do Estado.

De acordo com informações da PM, na noite de quinta-feira, vizinhos do Bairro Vale do Amanhecer ouviram uma briga intensa vinda da residência onde ele morava com Fátima. Por volta das 23h, os barulhos cessaram assim que viram Rubens saindo do imóvel.
Um morador entrou no local e encontrou Fátima desacordada no sofá. O filho da vítima foi acionado e a levou em seu próprio carro para a Fundação Hospitalar de Costa Rica, mas a mulher deu entrada na unidade sem vida, apresentando múltiplos hematomas e lesões graves.
A Polícia Militar localizou Rubens em frente à casa. Questionado, ele negou ter agredido a esposa e alegou que ela sequer estava no imóvel. Diante das contradições e dos relatos de testemunhas, os policiais deram voz de prisão em flagrante.
O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Polícia Civil de Costa Rica — o 23º registrado em Mato Grosso do Sul neste ano. Horas depois, Rubens passou por audiência de custódia e foi solto. No entanto, o caso é investigado em sigilo e a informação não pode ser confirmada oficialmente.
Fonte: Campograndenews

