As novas diretrizes entram em vigor a partir do dia 5 de outubro, logo após a realização do primeiro turno.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) passará a exigir informações mais detalhadas sobre os levantamentos realizados para o segundo turno das Eleições Gerais de 2026.
As novas diretrizes entram em vigor a partir do dia 5 de outubro, logo após a realização do primeiro turno do pleito.
A nova diretriz do TSE passa a exigir o detalhamento da ordem das perguntas no questionário, medida apontada por especialistas como essencial para evitar viés em temas como intenção de voto e avaliação de governo.
Segundo a Justiça Eleitoral, a mudança não estabelece novas obrigações legais, mas aprofunda a transparência das informações já prestadas no registro prévio, que inclui contratante, custo, metodologia e amostragem, exigindo agora mais precisão sobre a população representada, o nível de confiança e a margem de erro.
A iniciativa partiu do presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, que deve enviar um comunicado oficial às empresas e institutos do setor nos próximos dias para formalizar as exigências.
Recuo
Em julho, o presidente do TSE chegou a propor a criação do “Selo Acurácia Eleitoral”. A iniciativa previa premiar e dar destaque público aos institutos cujas pesquisas mais se aproximassem do resultado final das urnas.
A proposta, contudo, enfrentou resistência do setor. A maioria dos institutos criticou a ideia, sustentando que levantamentos amostragem representam apenas o “retrato do momento”, e não um prognóstico do resultado, já que o eleitor pode mudar de voto até o dia do pleito.
Diante da repercussão negativa e de questionamentos técnicos, o tribunal recuou e abandonou o projeto.
Fonte: R7

