Até o momento apenas dois pré-candidatos na disputa para senador foram oficializados; siglas abrem espaço a aliados.
Dois. Este é o total de pré-candidatos ao Senado lançados pelos sete partidos com chances de conquistar a vaga a que devem concorrer em Mato Grosso do Sul, em outubro.
Na prática, a escassez de candidaturas ao Senado teria um porquê: a barganha imposta por partidos com concorrentes cabeça de chapa, no caso, ao governo. E um meio de levar vantagem nas urnas.
Funciona assim: determinada sigla com pré-candidatura certa ao governo estadual promete a vaga ao Senado ou, então, apoiar eventual pré-candidato desde que a outra legenda oferte respaldo ao seu concorrente à sucessão do governador Reinaldo Azambuja.
Para se ter ideia do baixo número de postulantes a um dos mais importantes mandatos do País, que dura oito anos, em 2018, na última eleição para o Senado, 15 candidatos se enfrentaram nas urnas.
A votação para senador ocorre de quatro em quatro anos. Em uma eleição, dois são eleitos, e, na outra, apenas um – e assim segue o rito eleitoral. Vence quem tiver mais votos em um turno só.
OS PRÉ-CANDIDATOS
O PP lança oficialmente, na semana que vem, a ministra Tereza Cristina (Agricultura) como pré-candidata ao Senado em Mato Grosso do Sul.
O PP e o PSDB, do pré-candidato ao governo Eduardo Riedel, já vêm combinando há meses uma composição. No pleito vindouro, Riedel apoia Tereza e Tereza apoia Riedel.
No caso da ministra, ela regulou outra exigência, a de que sobe no palanque do tucano desde que ele escale junto do presidente Jair Bolsonaro, do PL, candidato à reeleição.
Então, para garantir apoio da pré-candidata Tereza, o PSDB teve de se submeter a duas alianças, com o PP e o PL.
Já o PSD, do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, tem já há um mês o ex-juiz federal Odilon de Oliveira como pré-candidato. E só. Ao menos por enquanto.
No caso de Odilon, que disputou o governo em 2018 e perdeu o pleito no segundo turno, até agora nenhum partido apareceu como aliado seu.
O PSD bancou sua candidatura e, agora, deve negociar com algumas legendas.
Até uns dois meses atrás, nos bastidores políticos, comentava-se a possível candidatura ao Senado dos ex-governadores Zeca do PT e André Puccinelli, cacique do MDB.
Passados alguns dias desses rumores, tanto Zeca quanto Puccinelli comunicaram que concorreriam ao governo. A dupla quer um terceiro mandato no Executivo.
Boatos indicavam, inclusive, que até o governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, cujo segundo mandato expira em dezembro, brigaria por vaga ao Senado. Contudo, nesta semana, ele divulgou em agenda pública que não será candidato a nada neste ano.
A senadora Simone Tebet, do MDB, que fica sem mandato em janeiro do ano que vem, seria, naturalmente, candidata à reeleição, mas abandonou a ideia logo que foi indicada pela cúpula nacional do partido como pré-candidata à Presidência da República.
Até agora, o MDB mantém firme o propósito de concorrer à Presidência com Simone, que, se recuar, tem alguns meses para decidir se disputa à reeleição ao Senado.
ELEIÇÕES
Nas eleições gerais, que ocorrem em outubro, os votantes sul-mato-grossenses escolhem o governador – consequentemente, o vice –, 24 deputados estaduais, oito deputados federais e um senador.
O Congresso Nacional é integrado por 513 deputados e 81 senadores. O Senado é ocupado, em sua maioria, por ex-prefeitos e ex-governadores.
Fonte: Correio do Estado

