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domingo, 4 de outubro, 2026

Voto jovem em 2026: o que esperar da participação de adolescentes nas urnas?

Apesar de representarem uma parcela decrescente do eleitorado em 2026, os adolescentes entre 16 e 18 anos demonstram um interesse notável em participar do processo democrático. O direito ao voto, consolidado com a redemocratização do país após a ditadura militar e a promulgação da Constituição Federal de 1988, é visto por muitos jovens como uma ferramenta essencial para influenciar o próprio futuro.

Neste ano eleitoral, estima-se que cerca de 3,5 milhões de jovens de 16 a 18 anos estejam aptos a votar. Essa faixa etária representa 2,25% do total de 158 milhões de eleitores brasileiros. No entanto, esse número é inferior aos 4,1 milhões que se alistaram em 2022, indicando uma tendência de diminuição na proporção de eleitores nessa faixa etária, o que se alinha a mudanças na pirâmide etária nacional. O grupo mais expressivo de eleitores em 2026 concentra-se entre 40 e 49 anos.

A região Nordeste lidera o ranking de concentração de jovens eleitores, com aproximadamente 1,3 milhão. Em seguida, aparecem as regiões Sudeste, com cerca de 1 milhão, e Norte, com 478 mil. O Sul e o Centro-Oeste possuem contingentes menores.

Luiza Rocha Guerreiro, estudante de 17 anos, exerceu seu direito ao voto pela primeira vez. Ela destacou a importância de participar ativamente das decisões políticas. “Não tem como você deixar outras pessoas decidirem sobre o seu futuro. É nosso direito”, afirmou, ressaltando a necessidade de se informar sobre as propostas dos candidatos. Luiza preferiu buscar informações em fontes oficiais, como o site do Tribunal Superior Eleitoral, em detrimento das redes sociais, que, segundo ela, podem apresentar opiniões polarizadas.

Para Caio de Moraes, também de 17 anos, a escolha dos candidatos majoritários foi resultado de um acompanhamento das propostas. “Já vinha observando as propostas. Refleti comigo mesmo, e decidi quem era melhor”, explicou.

Esthefany Marques Guimarães, de 18 anos e trabalhadora de aplicativo, contou com o auxílio materno para a decisão. A falta de tempo devido ao trabalho a levou a utilizar a “cola eleitoral” preparada por sua mãe, que já possui experiência com o processo de votação. “Se ela vota, eu vou junto”, completou Esthefany, evidenciando a influência familiar nas escolhas eleitorais.