O ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, apresentou, nesta terça-feira (24.02), as políticas públicas brasileiras que contribuíram para tirar o Brasil do Mapa da Fome e salientou a importância da cooperação internacional no âmbito da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. A agenda integrou o segundo dia da visita de estudos de representantes de sete países africanos a Brasília.
A iniciativa é resultado da parceria do MDS com o Banco Mundial. Representantes de Gabão, Gâmbia, Guiné, Maláui, Mali, Moçambique e Marrocos estão na capital federal para uma troca de experiências e para conhecer ações brasileiras de proteção social, segurança alimentar, inclusão produtiva e governança descentralizada.
Nesta terça, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer detalhes de programas como o Cadastro Único, processos de coleta e atualização de dados das famílias beneficiadas, integração com sistemas federais e modelo de gestão. O objetivo é mostrar a experiência brasileira com reuniões técnicas, sessões temáticas, visitas de campo e intercâmbio entre as delegações.
“Espero que possamos cooperar por meio de experiências como Bolsa Família, Cadastro Único, a emprego, apoio ao empreendedorismo, da alimentação escolar, esse casamento de educação e saúde com transferência de renda. Enfim, com base nas políticas de grande sucesso que o Brasil e outros países do mundo desenvolvem, alcançar bons resultados”, destacou Wellington Dias.
O titular do MDS também reforçou que os desafios de cada país, no âmbito da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, devem ser enfrentados em conjunto, mas respeitando a soberania e realidade de cada nação. “É preciso que aqueles lugares do mundo, que já alcançaram um desenvolvimento, possam colaborar com outros que estão em desenvolvimento. Isso não é para ser feito como caridade. Isso é para ser feito como estratégia global”, afirmou Dias.
A ministra do Trabalho, Gênero e Ação Social de Moçambique, Ivete Ângela dos Anjos Ferrão Alane, também participou da agenda. Segundo a liderança, o exemplo das políticas públicas do Brasil vai ser importante para consolidação da base de proteção social do país africano. “Queremos acreditar que esta é uma boa referência, que nós vamos levar conosco, não só do Brasil, mas também a troca de experiência com todos os outros países africanos que estão aqui, para que possamos ter uma proteção social adaptada à nossa realidade”, afirmou.
Durante a tarde, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) também foi apresentado às delegações internacionais, com sessões sobre a atuação dos Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), além do modelo de gestão descentralizada que integra União, estados e municípios.
Como parte da programação, as delegações visitam três unidades do CRAS no Distrito Federal na quinta-feira (26.02) para conhecerem o funcionamento e serviços oferecidos pela unidade. Além disso, participam de uma sessão especial sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Já no último dia, cada país terá a oportunidade de apresentar as próprias experiências, e desafios.
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Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

