12/01/2015 10h30
“Nossa bancada tem compromisso com o deputado Junior Mochi para presidente”, disse o deputado Pedro Kemp, em entrevista ao site Midiamax.
Conjuntura online
O deputado federal diplomado Zeca do PT faz campanha aberta em favor de seu partido se unir ao PMDB do governador André Puccinelli na disputa pelas presidências da Assembleia Legislativa e da Assomasul.
Na prática, Zeca do PT é contra a bancada do partido apoiar a candidatura do deputado estadual Zé Teixeira (DEM) à Mesa Diretora da Casa. Ele também não quer ver os prefeitos petistas fazendo parte da chapa do prefeito de Nova Alvorada do Sul, Juvenal Neto (PSDB).
Com o veto, o PMDB de André Puccinelli seria o beneficiado, uma vez que os quatro deputados do PT estão sendo orientados a votar no colega Júnior Mochi (PMDB).
A justificativa de Zeca do PT é uma resolução baixada pelo comando regional da legenda em 16 de dezembro do ano passado, na qual o partido veta o apoio ao PSDB, DEM e PPS, alegando, entre outros fatores, que as últimas eleições foram marcadas por duros ataques ao projeto do partido e a sua candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, com discurso machista, racista, preconceituoso, de ódio e intolerância”.
“Nossa bancada tem compromisso com o deputado Junior Mochi para presidente”, disse no domingo (11) o deputado Pedro Kemp, em entrevista ao site Midiamax.
Para analistas, a aproximação de Zeca do PT a André Puccinelli praticamente confirma a aliança velada idealizada entre os dois grupos adversários em Mato Grosso do Sul visando eleger o senador Delcídio do Amaral (PT) governador.
Esse projeto, no entanto, não prosperou, já que o tucano Reinaldo Azambuja foi o grande vencedor das eleições. Além do mais, André Puccinelli acumula um forte desgaste político desde que o PMDB perdeu a disputa para prefeito de Campo Grande.
Para piorar a situação, o peemedebista deixou a administração estadual mergulhada em um verdadeiro caos, com dívidas milionárias e um canteiro de obras inacabadas como herança para seu sucessor.


