Ponta Porã, Sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
11/10/2015 06 h

Procurado morto ou vivo; encontrado morto é melhor ! José Alberto Vasconcellos

A Nação brasileira – temos de reconhecer – está entregue à própria sorte

Divulgação (TP)
 
 

Pesquisa Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ONG que reúne especialistas em violência urbana no país, apurou que metade da população das grandes cidades brasileiras tem opinião definida: “Bandido bom é bandido morto!” O jornal “Folha de S.Paulo”, informou que o instituto ouviu 1.307 pessoas, em 84 cidades com mais de 100 mil habitantes.

À vista de que a pesquisa foi feita apenas em cidades com mais de 100 mil habitantes, entendemos que a mesma opinião – a de que “Bandido bom é bandido morto!” – encontra eco em nossa cidade de Dourados, que já conta com mais de 200 mil habitantes. Então, o douradense concorda: “Bandido bom é bandido morto!”

Os americanos sempre entenderam, com sua pena de morte, que a execução do bandido não acaba com o crime, mas acaba com o bandido!

Pelas notícias divulgadas pela imprensa, sabemos que quase todos os meliantes detidos, já têm passagens pela polícia. Em quase todas as detenções, informa a mesma imprensa: “O acusado foi ouvido e liberado!”

Liberado, com a desculpa de que não há local para a detenção provisória; depois, porque o corró da delegacia está superlotado; e finalmente, presume-se: evita trabalho para a polícia, desfalcada de funcionários e carente de tudo o mais.

Bandidos, reconhecidamente perigosos, são beneficiados com o “ouvido e liberado”, providência escorada na carência permanente da segurança pública. Facínoras reincidentes, que deveriam ser condenados de plano, frente as incontestáveis e volumosas provas de atos criminosos, circulam, livremente, ameaçando pessoas, quando não as assassinam para roubar e sustentar o vício.

Essa tolerância dos governantes com o crime, pela reiterada omissão, quando libera bandidos que nunca poderiam estar nas ruas, a partir das delegacias de polícia; completa-se com a outra parcela de bandidos, encerrada nas jaulas corretivas, gozando de elevado número de “vantagens”, como: salário reclusão; visitas íntimas; redução vergonhosa no tempo da condenação; e, ainda, o direito aos indultos: de Natal, de Ano Novo, quando os facínoras libertos temporariamente, tem a oportunidade de não voltar, e não voltam!

Adicione, ainda, as incompetentes e bondosas decisões das comissões de avaliação de comportamento, para concessão da liberdade provisória ou definitiva aos reclusos, como ocorreu recentemente, quando um pintor de paredes, irresponsavelmente libertado, matou em poucos meses, MEIA DÚZIA DE PESSOAS, embora com o histórico de que cumpria pena, por dois homicídios anteriores.

Leis obsoletas fomentam o crime. O Congresso ignora o clamor da sociedade que roga a edição de leis mais duras, porque sente-se acuada. No Brasil, o crime compensa, na proporção direta dos prejuízos que causa à vida de inocentes e ao patrimônio dos contribuintes.

O descalabro na segurança pública, coloca o país no mais baixo patamar das comunidades internacionais, quando se testemunha hordas de pivetes nas praias, fazendo arrastões e agredindo turistas. Ações que envergonham a Nação.

O cidadão que trabalha meio ano só para pagar impostos, não tem nenhuma garantia de que poderá gastar em paz o que lhe restou. A metade que detém é disputada pelos bandidos, que o atacam com ânimo assassino, para depois exibirem-se na Internet, fazendo apologia ao crime, que para eles compensa. Por seu lado a administração pública, também delinqüente, gasta seu tempo tentando safar-se de medidas corretivas e constringentes, principalmente aquelas sob a custódia jurisdicional do Dr. Sérgio Moro.

A Nação brasileira – temos de reconhecer – está entregue à própria sorte. O sistema público de saúde faliu, e muitos pacientes morrem à míngua de assistência, agonizando com dores terríveis; a educação, sistematicamente, desmontada, vive das greves, enquanto as crianças e os jovens perambulam pelas ruas, a procura de um amanhã que não virá; enquanto a segurança deixa o cidadão desarmado na linha de tiro. Quaisquer argumentos que possam fluir tentando explicar o modus operandi da administração pública, é pura balela!

Contudo, as notícias e a vida seriam melhores – bem melhores! – para as famílias, caso os bandidos estivessem mortos, porque “bandido bom, é bandido morto!” 07.10.2015 (4393) Membro da Academia Douradense de Letras. (josealbertovasco@yahoo.com.br)

Envie seu Comentário