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quarta-feira, 29 de maio, 2024
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Artigo: Da SPA A DEXA, por Rosildo Barcellos                                  

Apesar de não ser tão popular quanto os exames como raio-x, tomografia e mamografia, a densitometria óssea é um importante exame utilizado para diagnosticar doenças como a osteoporose e osteopenia.

A história da densitometria óssea é uma narrativa fascinante que remonta a avanços tecnológicos que abalaram o mundo da medicina.  As primeiras incursões na medição da densidade mineral óssea datam do século XIX, quando pioneiros começaram a explorar a opacidade óssea por meio da aplicação de raios-X. O ponto de partida foi marcado pela descoberta dos raios-X por Wilhelm Conrad Röntgen em 1895. Já em 1901, o termo “densitometria” foi utilizado pela primeira vez para descrever um sistema de medição da opacidade óssea. Entretanto, o início da abordagem contemporânea da densitometria começou a tomar forma em 1963, com a publicação dos trabalhos pioneiros sobre a técnica Single Photon Absorptiometry (SPA) por Cameron e Sorensen. Essa técnica inovadora utilizava raios-X para medir a absorção óssea em regiões específicas do corpo, abrindo caminho para a quantificação precisa da densidade mineral óssea. Logo em seguida, a Dual Photon Absorptiometry (DPA) surgiu, refinando ainda mais a SPA e proporcionando resultados mais precisos. No entanto, o marco definitivo na evolução da densitometria óssea ocorreu na década de 1980, com a introdução da Dual Energy X-ray Absorptiometry (DEXA).

A DEXA, ou absorciometria de raios-X de dupla energia, é uma técnica avançada de densitometria óssea usada para medir a densidade mineral óssea (DMO) e avaliar a saúde dos ossos. É considerada o padrão ouro na avaliação da densidade óssea, essencial no diagnóstico e monitoramento de doenças como a osteoporose. Durante o exame, o paciente é posicionado sobre uma mesa e feixes de radiação de diferentes energias atravessam o osso. Detectores medem a radiação que passa, permitindo ao DEXA calcular a densidade óssea com precisão. Resultados são expressos em g/cm² ou como desvio padrão (T-score) em relação à densidade média de adultos jovens. Isso ajuda a avaliar riscos de fraturas e diagnosticar osteoporose. Além da avaliação óssea, a DEXA mede a composição corporal, sendo útil em endocrinologia, reumatologia e acompanhamento de atletas e distúrbios metabólicos.

A Absorciometria de Fóton Único (SPA) é uma técnica de densitometria óssea pioneira para medir a densidade mineral óssea (DMO) em pacientes. Durante o exame, o feixe de radiação mede a quantidade absorvida pelo osso, relacionando-se diretamente com a densidade mineral óssea da região examinada.


A Absorciometria de Fóton Duplo (DPA) é usada para medir a densidade mineral óssea (DMO) em pacientes. Durante o exame, duas fontes de radiação gama são colocadas fixamente em relação ao osso a ser avaliado. Ao usar duas fontes e detectores, a DPA compensa a absorção de radiação por tecidos moles, resultando em medições mais precisas da densidade mineral óssea. A osteopenia pode ser tratada com alimentação rica em cálcio, banhos de sol em horários específicos, atividades físicas e alguns medicamentos indicados pelo médico. Enquanto a osteopenia é reversível, a osteoporose não tem cura e faz com que os ossos do paciente não suportem o peso do corpo e sofram fratura espontânea do fêmur, levando o paciente à queda.  

Ao contrário do que se acredita, quando uma pessoa em idade avançada sofre uma fratura decorrente da osteoporose, a fratura não é causada pela queda, normalmente ela ocorre antes culminando na instabilidade do paciente, o que provoca a queda.

*Rosildo Barcellos, Articulista