Ponta Porã, Sábado, 20 de janeiro de 2018
18/02/2017 05h50

Trincheira do amor, "obstáculo intransponível!" por José Alberto Vasconcellos

Moral da história: enquanto a Lava-Jato não chega ao sujeito, ele dá prejuízos e desgosto à sociedade que governa, então.

Divulgação (TP)
 
 

É coisa moderna, essa mania das mulheres de policiais militares montarem barreiras humanas nas portas dos quartéis, para impedir que a tropa, constituída por seus maridos, saia para as ruas para cumprir o dever de dar segurança à comunidade que lhes paga o salário.

Inexplicável o procedimento dos policiais encurralados, que não demonstraram força para afastar uma dezena de mulheres, que lhes obstava a passagem. Teriam eles medo real das mulheres (?), ou apenas o receio que elas tivessem trazido baratas, para jogar sobre eles, caso insistissem em romper o "cordão do isolamento"?

Entre as mulheres que protestavam, falavam e gritavam descabeladas, havia algumas armadas com paus, prometendo que quebrariam qualquer atrevido que tentasse "furar o bloqueio"! Armadas com paus de picolé (aquele pauzinho que sustenta o sorvete), ciscavam à entrada do Quartel, "ameaçadoras" (?). Nenhum dos praças "confinados", atreveu-se a desafiar aquele perigoso, descontrolado e ameaçador grupo de senhoras, temendo as "cacetadas" que prometiam. Não ficou claro e a mídia não informou, se os PM´s podiam, à noite, jantar em casa.

Feito o balanço, na capital do Estado do Espírito Santo, entre o período da "implantação do cordão de isolamento" que resultou no aquartelamento forçado da tropa da polícia militar e o fim desse recolhimento forçado dos policiais, que durou três dias, verificou-se perto de cento e cinqüenta homicídios e o saque criminoso em metade dos estabelecimentos comerciais da cidade.

Assistimos os depoimentos das pessoas, vítimas da insegurança pública, acompanhados do choro da frustração que retratava a angústia, o desespero e o amargor de terem seus estabelecimentos, único meio que tinham para ganhar o pão, destruídos e saqueados por uma horda de vagabundos oportunistas, que imitando o gavião, "pesca" sem receio porque sabe que a galinha não tem meios de reagir, o pintainho desprotegido e faz sofrer a galinha que vê o predador levar seu filhote sem condições para encetar qualquer reação. Assim é a sociedade desarmada,que sofre ao ver o bandido levar o que lhe custou anos de trabalho.

Conclusivo: o recolhimento das armas de fogo em poder dos cidadãos, pela "atenta e prestativa administração do PT", demonstra a "sabedoria da providência", porque entenderam que se apenas os bandidos possuem armas de fogo, fica eliminada a ocorrência de tiroteios. Havia outro interesse no desarmamento do cidadão: o cumprimento, verbo ad verbum, do que dispõe o "Decálogo de Lênin", verbis: " ... nenhum comunista que exerça um cargo de mando, pode furtar-se de desarmar o cidadão, sob pena de ser acusado de NÃO SER COMUNISTA!

Os bandidos, cientes da impotência do cidadão em reagir por não possuir arma de fogo, incapaz de rechaçá-los, encolhem-se desprotegidos e vulneráveis, enquanto os marginais com força redobrada, investem com furor assassino contra a sociedade, equipados com farto armamento de todos os calibres. Armamento que os discípulos de Lênin, por absoluta incompetência, não conseguem tirar das mãos dos bandidos. O cidadão que paga impostos, tem domicílio certo e zela pelo seu nome, desarmado e subjugado pela lei, fica a mercê da sanha dos ladrões e criminosos que se multiplicam livres e armados, conforme mostrou a mídia nos dias de pavor, vividos pelos Capixabas.

Do acontecido em Vitória, pudemos colher os fatos que geraram a insegurança pública naquela comunidade, colocando a sociedade capixaba a mercê da bandidagem desenfreada: 1. – o Governador do Estado, que gastou indevidamente o dinheiro público e se confessou impotente para pagar os proventos dos policiais, com a correção indicada pela inflação, nos últimos quatro anos; 2. – os policiais, sem condições de alimentar suas famílias, embora treinados para combater o crime e enfrentar o perigo, que tiveram procedimento "frouxo", quando "temeram a ameaça" das suas mulheres, armadas com pauzinhos de picolé; 3. – o governo do PARTIDO DOS TRABALHADORES, que deu asas aos criminosos, quando desarmou a sociedade, cumprindo o "Decálogo de Lênin", a bíblia ao PT; e 4. – o próprio povo, que votou no candidato errado, para governar o Espírito Santo.

Moral da história: enquanto o eleitor não entender que se eleger um incompetente e mal intencionado, terá um safado oportunista para sustentar com os impostos que paga, e como retorno, terá apenas uma BANANA!

Moral da história: enquanto a Lava-Jato não chega ao sujeito, ele dá prejuízos e desgosto à sociedade que governa, então...

Então?

13.02.2017 (4675) Membro da Academia Douradense de Letras.

(josealbertovasco@yahoo.com.br).

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