Ponta Porã, Quinta-feira, 17 de agosto de 2017
19/12/2016 16h50

Artigo: Não falta amor... Falta Amar!

Por: Rosildo Barcellos

Divulgação: Dora Nunes
 
 

Sempre queremos ter um amor, grandioso e pleno, e que de repente até cause inveja em outras pessoas. Entretanto quanto mais avançamos mais percebemos o quanto a humanidade está decadente neste aspecto. E nesta saga do desamor é que buscamos nossos heróis. No filme que tem como trilha justamente uma das músicas que mais me emociona, Doroty, de O mágico de Oz ,sai de seu ambiente civilizado e parte para a terra do maravilhoso e do encantado...a terra de Oz. Lá o que há de diferente acontece, mas tudo com muita cor e muita magia e brilho. A criança, em primeiro plano, usa a brincadeiras para interligar dois mundos que se consubstanciam-se em ser o princípio do prazer em um instante de realidade.

Outra referência inesquecível, é o Pequeno Príncipe ,de Saint- Exupéry. Percebe-se que nas viagens do príncipe,os personagens que aparecem refletem um pouco o anseio de descoberta, até chegar a verdadeira descoberta de precisarmos cuidar da nossa "Rosa". Tenho visto que as crianças brincam menos com processos reais que alimentem o imaginário mas, estão mais ligadas a celulares e redes sociais. E em tempos de comunicação instantânea o bombardeio e agitação é grande. Imaginem por exemplo as nossas crianças mesmo que aparentemente alheias ao cenário político, mas com tantos escândalos não há como fugir da revolta e de se ter uma opinião sobre os assuntos que nos cercam.

Os resultados da mais recente edição do Inef ( Indicador do Alfabetismo funcional) atestam que apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas como plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior tem nível insuficiente em leitura e escrita. Enfim, encontramos a Partícula de Deus –Bóson de Higgs,ou seja, o enigma da formação da matéria do universo está explicada mas ainda não conseguimos explicar e muito menos entender os nossos sentimentos.

Particularmente tomei conhecimento desta teoria ainda na década de 80 quando ainda cursava a faculdade de Física mas ao mesmo tempo que lia sobre o que fazer com os dejetos radioativos de Goiás relia, "o mágico de Oz", "O pequeno príncipe" e colecionava os gibis do "Fantasma" – o espírito que anda. Acredito que atualmente tudo é muito rápido e centralizado na internet e isso prejudicará nossas esperanças de futuro, pois já há pessoas em dúvida se o mais importante é o autor ou sua obra. Cada vez mais encontramos indivíduos, ressentidos e altamente revoltados com as situações que presenciam ou que estão vivendo e que em um momento específico poderão "explodir" catastróficamente. Não nos falamos mais pessoalmente ... fala-se por Whats App. Usa-se a bebida e os veículos como combustível de tragédias.

Não Falta Amor, falta amar!

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