Ponta Porã, Quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
27/10/2017 09h

Presidente da Anatel diz que intervenção na Oi deixou de ser 'iminente'

Juarez Quadros admitiu que a intervenção na empresa estava para acontecer, diante da possibilidade de demissão da diretoria da empresa pelo Conselho de Administração.

G1
 
 

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, afirmou nesta quinta-feira (26) que a intervenção na Oi deixou de ser "iminente" depois que acionistas da empresa se comprometeram a não demitir a diretoria da companhia, presidida pelo executivo Marco Norci Schroeder. Quadros admitiu que a eventual demissão da diretoria da empresa levaria a uma intervenção da Anatel na Oi.

"Não está mais iminente [a intervenção]. A empresa, não oficialmente, mas por mensagem eletrônica, manifestou ao presidente da agência que, em momento nenhum, o Conselho de Administração cogitou substituir a diretoria", disse.

Mais cedo, Quadros defendeu a permanência da diretoria da Oi. Segundo ele, havia relatos dos próprios integrantes da diretoria sobre a possibilidade do Conselho de Administração demitir a diretoria. A preocupação da Anatel era que os dirigentes, que são pessoas de confiança, também fossem da companhia.

Dívidas da Oi

Endividada, a Oi entrou com um pedido de recuperação judicial em junho do ano passado. A dívida é de cerca de R$ 65 bilhões.

A empresa aguarda a assembleia de credores para a apresentação do seu plano de recuperação. No último dia 20, a Justiça remarcou a assembleia para o dia 6 de novembro, em primeira convocação, e para 27 de novembro, em segunda.

Entre os credores da Oi estão bancos públicos e a própria Anatel, que cobra multas aplicadas contra a operadora. Para tentar uma solução para as pendências da Oi, o governo criou um grupo de trabalho. Quadros afirmou que os atuais dirigentes da empresa são pessoas de confiança e que espera que o conselho também confie na diretoria.

Após reunião com a advogada-geral da União, Grace Mendonça, Quadros disse recebeu garantia dos acionistas da Oi de que não afastariam os dirigentes.

Em entrevista a jornalistas, Grace Mendonça afirmou que "a intervenção sempre foi um cenário juridicamente viável, porém todo o empenho sempre foi se buscar uma solução para se evitar uma intervenção".

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