Ponta Porã, Domingo, 21 de janeiro de 2018
05/12/2017 07h20

Incêndio na linha de fronteira destrói 8 boxes; suspeita é de curto-circuito

Bombeiros afirmam que foi difícil apagar o fogo devido à grande quantidade de material amontoado de forma inadequada dentro das lojas.

G1 MS
 
 
Fogo destruiu boxes de comércio popular na linha de fronteira do Brasil com o Paraguai (Foto: Mauro Almeida/TV Morena) Fogo destruiu boxes de comércio popular na linha de fronteira do Brasil com o Paraguai (Foto: Mauro Almeida/TV Morena)

O incêndio no comércio popular na linha de fronteira do Brasil com o Paraguai destruiu oito boxes na noite de domingo (3). A principal suspeita é de que um curto-circuito tenha provocado as chamas, de acordo o Corpo de Bombeiros.

Devido ao trabalho conjunto entre os Bombeiros de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e dos bombeiros voluntários de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, que as chamas não atingiram mais lojas pela rua.

De acordo com o Rubens Valdez, um dos bombeiros voluntários que trabalhou no incêndio, "nós conseguimos ver que algumas barracas já tinham fogo por dentro, então nós concentramos em liberar esses boxes e depois abrir as outras barracas para os comerciantes sacarem as mercadorias", explicou.

De acordo com sargento Sílvio Lopes, do Corpo de Bombeiros, estoque de material que estava amontoado de forma inadequada dentro das lojas dificultou o trabalho dos brigadistas, que demorou cerca de cinco horas. "O fogo reiniciava toda vez que extinguia porque tinha muito material", afirmou.

No lado paraguaio da linha comercial, a destruição é mais evidente. Dois boxes na região foram completamente consumidos pelo fogo, não restando nenhuma mercadoria. A rede elétrica do local também ficou comprometida e as lojas vizinhas não abriram nesta segunda-feira (4).

O vice-presidente do comércio popular paraguaio, Anastácio Galonga, comentou que toda a situação é muito complicada porque gerou um prejuízo financeiro grande aos lojistas. Ele ainda lamenta o fato de que trabalha no ramo do comércio há 30 anos, e todo o sacrifício dele foi perdido em apenas uma hora.

O comércio popular foi inaugurado em 2013 após uma parceria dos governos brasileiro e paraguaio. Atualmente o local emprega mais de 250 famílias.

Envie seu Comentário