A Câmara de Vereadores de Ponta Porã realizou na manhã desta terça-feira (17), mais uma sessão ordinária, onde estavam presentes todos os vereadores e vereadoras. A sessão estava transcorrendo normalmente até o momento das explicações pessoais quando o vereador e pastor Mauro Ortiz, ex PSDB e agora do União Brasil, usando a tribuna, falou que momentos antes de começar a sessão, recebeu a visita de um oficial de justiça que veio trazer até ele processo com o pedido de cassação de seu mandato que havia sido protocolado junto a justiça eleitoral do Mato Grosso do Sul por ele ter trocado de partido.
Fazendo uso do tribuna o vereador Mauro Ortiz disse: “Eu fiquei muito triste e até aborrecido e não acreditei quando eu recebi esse processo, porque eu fui eleito, não foi por partido político, foi pelo povo, qualquer partido que nós saíssemos candidatos nós seriamos eleitos, porque o povo estava comigo, foi o povo que votou, foram 1019 votos batidos na urna, não foi partido político que me colocou hoje neste mandato que eu estou, então com muita revolta eu estou aqui indignado e injustiçado”.
O Vereador disse também que todas as vezes que fez as suas indicações, nunca foi atendido pelo prefeito Hélio Peluffo, e o pior, segundo ele, nunca teve acesso ao executivo e neste momento está cansado, porque segundo ele, tudo tem limites.
“O povo votou e querem tirar na mão grande o meu mandato que o povo estabeleceu, porque o povo que nos colocou neste mandato, então eu não aceito o que está acontecendo”, disse Mauro Ortiz.
A reportagem do site Pontaporainforma consultou um escritório de advocacia que informou que o processo de cassação contra o pastor é correto, pois quando aconteceu a fusão entre os partidos Democratas e PSL, poderiam trocar de partidos somente os parlamentares que estavam abrigados nestas legendas, e o fariam caso não concordassem com essa fusão.
Com relação ao vereador Pastor Mauro Ortiz, ele pertencia ao PSDB e trocou a sua sigla pelo União Brasil, sem nenhum motivo aparente.
O advogado informou que o vereador, se condenado com a perda do mandato, não perderá os seus direitos políticos e poderá continuar a ser pré-candidato a deputado estadual e lá na frente, após as convenções partidárias, tendo seu nome aprovado, poderá ser candidato a deputado Estadual.
Neste momento do processo, a justiça eleitoral citou o pastor para que ele apresente a sua defesa em um prazo determinado, não quer dizer que ele está perdendo o mandato de vereador, o processo tem um trâmite normal e somente lá na frente,respeitando todos os prazos, é que Justiça Eleitoral irá apresentar um veredicto final, ou acata o pedido do PSDB ou aceita os argumentos do vereador, mantendo ou não o seu mandato.

