10.3 C
Ponta Porã
domingo, 18 de outubro, 2026

Sexo do primeiro ao último trimestre de gestação

Sexo do primeiro ao último trimestre de gestação
Divulgação

Sexo do primeiro ao último trimestre de gestação

A gravidez, além de ser um período de grandes mudanças, é uma fase muito especial e marcante na vida de quem espera um bebê. Ela requer cuidados e atenção especial, especialmente para quem está gerando um recém nascido pela primeira vez.

Com isso, as dúvidas que surgem têm a ver com vários aspectos da vida, incluindo um que pode ser um tabu enorme para as pessoas – sexo na gravidez.

Para os especialistas da equipe Parto com Amor, clínica especializada em obstetrícia, o avanço da ciência permite sobretudo, cuidar da saúde das futuras mamães de forma preditiva e personalizada e, se houver restrições, essas serão percebidas de início e assim repassadas à gestante.

Caso contrário, não há contraindicações e é inclusive saudável, tendo em vista que a gravidez facilita o orgasmo da mulher, já que a lubrificação da vagina aumenta, assim como o volume de sangue irrigado para a região, fazendo com que o corpo fique mais sensível à excitação sexual.

Segundo o ginecologista Leonardo Valladão, a relação sexual e o orgasmo jamais terão relação com abortos ou partos prematuros em caso de grávidas saudáveis e não há riscos para o feto.

“A gestante só deve evitar o sexo na gravidez quando houver sangramentos no primeiro trimestre, placenta prévia ou trabalho de parto prematuro, porque, nesse caso, o sexo pode estimular contrações e precipitar sangramentos”, afirma o médico.

Outro medo muito comum entre os casais é o pênis causar algum ferimento ao bebê. No entanto, não existe esse perigo: “o colo do útero (estrutura uterina localizada na extremidade superior da vagina) é composto por um tecido bastante rígido e tem comprimento de até 5 centímetros, o que impossibilita o contato do pênis com o bebê. Além disso, o feto está envolvido também pelo líquido amniótico, que o protege de choques mecânicos”, afirma a enfermeira Priscila Salvador.

Apenas um ponto de atenção é destacado pela ginecologista Mariana Levy :

Após ter o bebê não é recomendado ter relação sexual com penetração. “Isso porque, após 9 meses de intensas modificações, o útero e todo o trato reprodutor feminino levam um tempo para voltar ao seu estado inicial. O recomendado é que a mulher fique de 30 a 40 dias sem praticar ato sexual com penetração, pois, além de dolorosa, essa prática aumenta o risco de infecção uterina. Outras práticas que não envolvam penetração vaginal, porém, não causam riscos adicionais”, finaliza Marina.

Saiba mais sobre moda, beleza e relacionamento. Confira as notícias do iG Delas!

Fonte: Mulher