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sábado, 3 de outubro, 2026

Eleições 2024: urnas eletrônicas são distribuídas e locais de votação preparados para o pleito

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em todo o Brasil concluíram neste sábado (3), na véspera do primeiro turno das eleições, os preparativos finais para garantir a segurança e a eficiência do processo eleitoral. A mobilização envolveu a distribuição de mais de 560 mil urnas eletrônicas e a organização dos locais de votação.

Do total de urnas, aproximadamente 499 mil serão utilizadas diretamente na votação, enquanto quase 65 mil unidades de reserva estão prontas para substituição em caso de eventualidades. Esses equipamentos estão sendo transportados para os locais designados, onde serão instalados, preparados e ficarão sob escolta policial até o início do período de votação.

A magnitude da operação logística levou os TREs a estabelecerem parcerias com outras entidades públicas. No Rio de Janeiro, por exemplo, a distribuição das urnas contou com o apoio de ônibus escolares e a colaboração de funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Internamente, servidores da Justiça Eleitoral e voluntários atuam na montagem das seções eleitorais, organizando o fluxo de eleitores e a fixação de materiais informativos.

Paralelamente à distribuição física, foram realizadas cerimônias de emissão da zerézima, similar ao procedimento adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Este ato formaliza que os sistemas de totalização e as urnas eletrônicas não contêm nenhum registro de voto prévio, assegurando a lisura do processo.

O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou a importância desses procedimentos. “A eleição não começa quando o eleitor aperta a tecla “confirma”. Ela começa muito antes, na preparação dos sistemas, na carga e na lacração das urnas, na fiscalização permanente dos partidos e das instituições”, afirmou. Ele ressaltou que essas etapas oferecem uma “prova pública e verificável de que o voto de cada cidadão será recebido, registrado e contado exatamente como foi manifestado”.

A segurança do sistema de votação eletrônica foi reforçada com o sorteio de urnas para auditoria. Uma parte dos equipamentos selecionados passará por testes de autenticidade nas próprias seções, onde juízes verificarão se os programas instalados correspondem aos desenvolvidos e lacrados pelo TSE. Outra parte será submetida a auditorias de integridade, com a coleta das urnas sorteadas para realização de testes comparativos entre votos em papel e eletrônicos, simulando o processo de votação em locais seguros e acessíveis ao público.

“O tribunal tem plena confiança no sistema eletrônico de votação e essa confiança decorre do alto grau de auditabilidade de todo o processo, que pode ser verificado antes, durante e depois da votação”, concluiu o desembargador, reiterando a transparência e a confiabilidade do processo eleitoral.