Para apoiar projetos que promovam geração de renda, fortalecimento de negócios locais, inclusão produtiva de mulheres e redes de cuidado nos territórios periféricos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou nesta quarta-feira (29.04) a Oficina do BNDES Periferias Mulheres. O encontro virtual foi voltado a organizações interessadas em apresentar propostas à chamada pública que destinará até R$ 80 milhões a mulheres empreendedoras e iniciativas da economia do cuidado em favelas e comunidades urbanas.
A chamada é voltada exclusivamente para mulheres. Ela está estruturada nas frentes BNDES Periferias Economia do Cuidado e BNDES Periferias Empreendedoras. As inscrições vão até 12 de junho, às 17h.
O evento contou com a participação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, da secretária Nacional de Política de Cuidados e Família do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Laís Abramo, e da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Durante a oficina, os participantes tiraram dúvidas sobre as regras da chamada pública. Eles também receberam orientações para elaborar suas propostas e ampliou o acesso de organizações da sociedade civil a uma das principais iniciativas de inclusão produtiva para mulheres das periferias urbanas.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou a iniciativa inédita do banco no apoio à economia do cuidado nas periferias. “É a primeira vez que o BNDES se volta para essa agenda tão inovadora e necessária”, disse. “Queremos fortalecer os territórios, aumentar a geração de renda e de oportunidades para jovens, além do fortalecimento da autonomia das mulheres”, destacou a diretora.
A secretária Nacional de Política de Cuidados e Família do MDS, Laís Abramo, destaca que a iniciativa BNDES Economia do Cuidado é de grande importância em um momento em que a questão da garantia do direito ao cuidado foi colocada como uma prioridade nos termos da Lei que instituiu a Política Nacional de Cuidados.
“Estamos neste momento avançando na implementação da lei através da territorialização do Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida. São as mulheres da periferia, principalmente as mulheres negras, as que têm sobre os seus ombros a maior carga de trabalho de cuidados, tanto no interior de suas famílias quanto como trabalhadoras remuneradas do cuidado em diversas áreas da economia. Promover a qualificação profissional dessas trabalhadoras e criar serviços que diminuam essa carga de trabalhos de cuidado é fundamental para a promoção da igualdade de gênero e raça, assim como para a redução da pobreza, a justiça social e o desenvolvimento sustentável do país”, frisou Laís Abramo.
“O projeto do BNDES torna de fato essas mulheres empreendedoras, no sentido mais amplo e digno da palavra. Sem a precarização que ocorria no passado, profissionalizando e qualificando essas profissionais com processos, fluxos e procedimentos necessários para que elas disputem verdadeiramente em seus territórios a inclusão e o desenvolvimento, sendo consideradas plenamente na economia local”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
O BNDES Periferias Economia do Cuidado apoiará projetos voltados a negócios coletivos e individuais nas periferias, com foco na geração de trabalho e renda em serviços de cuidado. Poderão ser contempladas iniciativas que prestem serviços a pessoas que precisam de cuidado e também ações voltadas a quem exerce essas atividades.
“Entre os serviços que poderão ser apoiados estão cuidado domiciliar a crianças, idosos ou pessoas com deficiência; cuidado em instituições, como centros de convivência, centros-dia e cuidotecas; serviços comunitários de apoio ao cuidado indireto, como lavanderias coletivas e cozinhas solidárias; e iniciativas de acolhimento, escuta e orientação de cuidadores”, reforçou a secretária Laís Abramo.
Os recursos também poderão financiar diagnóstico e mapeamento da oferta e da demanda por cuidado no território, capacitação em gestão, formação técnica em cuidados, mentorias, capital semente e investimentos fixos para implantação de polos de cuidados, incluindo construção, revitalização de espaços e aquisição de equipamentos necessários ao funcionamento dos serviços. No caso dos polos de cuidado, o apoio é voltado apenas a negócios coletivos.
A frente de cuidado também prevê articulação com políticas públicas, especialmente com a Política Nacional de Cuidados e o Plano Nacional de Cuidados, incentivando parcerias com estados e municípios que aderiram ao Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida.
Quem pode inscrever propostas
Podem apresentar propostas pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos. Os projetos também podem ser apresentados por duas ou mais organizações que atuem em parceria em um mesmo território. Nesse caso, uma delas deverá ser indicada como organização líder, responsável pelas informações apresentadas ao BNDES e pela relação com o Banco.
A participação do BNDES poderá chegar a até 90% do valor do projeto, a depender das características da instituição proponente e da proposta apresentada. O investimento total mínimo por projeto é de R$ 5 milhões, incluindo a contrapartida.
Como inscrever sua proposta
As propostas devem ser protocoladas pelo Portal do Cliente do BNDES. Para preencher o Roteiro de Apresentação de Projetos, documento que reúne os detalhes da proposta e a documentação necessária para análise, é preciso baixar a versão em Word mediante cadastro no Portal do Cliente.
Assessoria de Comunicação – MDS, com informações da Agência BNDES
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

