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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

Corumbá apura nesta quarta a escola campeã do carnaval em disputa acirrada

Cinco principais escolas Major Gama, Nova Corumbá, Império do Morro, A Pesada e Vila Mamona estão teoricamente no páreo

Para o público, segundo enquete realizada por um site local, a Major Gama foi a melhor escola de samba no desfile do carnaval de Corumbá, realizado no domingo e segunda-feira.

Mas, na cabeça dos jurados vindos do Rio de Janeiro e São Paulo, a história pode mudar: a agremiação, que homenageou a cidade de Dourados, cometeu erros primário na passarela do samba, como uma parada da bateria, que acabou criando um vazio entre as alas na pista da avenida.

Por esta e outras falhas cometidas pelas demais escolas – algumas imperdoáveis, para quem se prepara por quase um ano e na largada do desfile não tem uma equipe para empurrar o carro alegórico ou sai com número inferior de baianas -, o resultado do desfile é uma incógnita.

Corumbá apura nesta quarta a escola campeã do carnaval em disputa acirradaA Pesada aparece entre as 5 que estão no páreo. Foto: Silvio de Andrade

As cinco principais escolas – Major Gama, Nova Corumbá, Império do Morro, A Pesada e Vila Mamona – estão teoricamente no páreo; as demais, apenas tentaram cumprir o regulamento.

A passagem das dez escolas de samba pela Avenida General Rondon foi, sem dúvida, um grande espetáculo de cores, alegria, samba no pé e as baterias e suas rainhas sempre se destacando na busca da nota máxima.

Corumbá sustenta o melhor carnaval do Estado e do interior do Brasil e não tem concorrente, embora, como afirma o carnavalesco José Martinez, o Zezinho, a folia pantaneira estacionou nos últimos anos por vários motivos.

Barracão e sambódromo

A falta de estrutura das agremiações é um dos fatores limitantes, depois de uma ascensão astronômica entre os anos de 2006 a 2012. “Falta um endereço para as escolas”, diz Zezinho Martinez, que, depois de oito anos, voltou à Império do Morro, uma das escolas mais antigas da cidade.

Ele quer dizer que a falta de barracões com cobertura coloca o desfile das escolas em xeque: se chover, o trabalho de um ano pode ser perdido, como já ocorreu.

“Isso fragiliza o nosso carnaval”, afirma o carnavalesco, apontando ainda a falta de grandes investidores para apadrinhar as escolas e torna-las sustentáveis.

“Precisamos de um braço forte, do suporte financeiro”, cita, cobrando apoio das grandes empresas da cidade e também de estatais que patrocinam o carnaval de outros centros. “Quando isso ocorrer, novo carnaval vai crescer muito”, aponta. “Um sambódromo também mudaria o curso do nosso carnaval.”

FONTE: CORREIO DO ESTADO