De acordo com uma pesquisa feita pelo Sebrae e pela Global Entrepreneurship (GEM), em parceria com o IBQP, 50% dos empresários que estão tentando abrir um negócio ou que já têm um empreendimento com até cinco anos de mercado são mulheres

No dia 08 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data reforça a importância da luta das mulheres pela igualdade de direitos civis. Sobre a origem da data, há algumas controvérsias: alguns afirmam que a data foi criada por um partido estadunidense no dia 20 de fevereiro de 1909. Já outros dizem que foi criada na Revolução Russa, pois, no dia 08 de março de 1917, aconteceu uma manifestação de operárias russas exigindo melhores condições de trabalho e qualidade de vida.

O fato é que a data é um marco importante para comemorar os avanços conquistados pelas mulheres até os dias de hoje e para mostrar o que ainda precisa ser feito em prol delas. Se antes elas lutavam para conseguir um salário mais digno, hoje elas assumem o papel de protagonistas e comandam o próprio negócio.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Sebrae e pela Global Entrepreneurship (GEM), em parceria com o IBQP50% dos empresários que estão tentando abrir um negócio ou que já têm um empreendimento com até cinco anos de mercado são mulheres. No total são 26,5 milhões de brasileiras que comandam o próprio negócio.  Atualmente, é possível encontrar empreendedoras investindo em diversos setores, como, por exemplo, no mercado erótico.

“Antes as mulheres tinham receio de assumirem que trabalhavam com produtos eróticos por conta do preconceito, mas como viram que se trata de um setor rentável e tudo é feito da forma mais profissional possível, elas foram mudando de ideia”, afirma Stephanie Seitz, diretora da INTT Cosméticos. A marca de cosméticos sensuais e de sex toys surgiu em 2007, e o objetivo da empresa sempre foi oferecer produtos com qualidade e com design e embalagem superiores aos que eram vendidos até então no mercado.

“Por ser uma empreendedora do setor erótico, já tive de enfrentar alguns preconceitos, mas sempre fiz questão de mostrar que se trata de um setor capaz de melhorar o relacionamento dos casais, o prazer sexual e até mesmo a autoestima, então é uma área que vai muito além de um simples vibrador ou lubrificante”, ressalta Stephanie.

Além de ter uma mulher no comando da empresa, a INTT também possui diversas colaboradoras, que vai desde sexólogas até profissionais responsáveis pela administração da marca. “Cerca de 80% do nosso quadro de colaboradores são do sexo feminino, então é ótimo ouvir a opinião delas sobre os produtos, o que está faltando no mercado e o que elas estão buscando no momento”, finaliza Stephanie.

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