Saúde e Creas capacitam funcionários na identificação de violência doméstica

A luta contra violência da mulher em Ponta Porã ganha importantes aliadas, tratam-se das agentes comunitárias de endemias e agentes comunitárias de saúde. De acordo com a gerente de Vigilância em Saúde do município, Isabela Pini Guerreiro, nesta semana, a Vigilância em Saúde do Trabalhador e o Creas – Centro de Referência Especializado da Assistência Social – reuniu as funcionárias agentes de saúde e endemias para uma importante capacitação e orientação para essas profissionais.

A palestra “Quebrando o Silêncio” foi realizada no Centro Internacional de Convenções Miguel Gomez e contou com a participação da delegada de polícia civil, Marianne Cristine de Souza, titular da DAM – Delegacia de Atendimento à Mulher – e da psicóloga do Creas, Andréa Aline Gonsalves.

“Foram palestras super proveitosas. Na oportunidade o tema discutido foi “Quebrando o Silêncio”. Nesse primeiro momento o tema foi abordado com as mulheres agentes de endemias e saúde. Posteriormente os homens também vão passar por essa orientação. O objetivo é capacitar todos os funcionários e orienta-los a como identificar casos de violências domésticas em todos os sentidos, violência contra a mulher, contra idosos e crianças, por exemplo. Os agentes visitam os domicílios, eles estão a todo o momento nas casas das pessoas e muitas vezes tem a oportunidade de identificar vítimas de violência. Com essa capacitação a luta contra a violência vai ganhar importantes aliados, “afirmou Isabela Guerreiro.

De acordo com Isabela. A última edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública escancarou que, em 2019, foi registrado um estrupo a cada 8 minutos e que quase 86% das vítimas eram do sexo feminino. E esses são os casos registrados, onde foi possível identificar os agressores ou a vítima conseguiu denunciar o agressor.

“Acontece com mulheres de todas as idades, em todos os ambientes, sobretudo naquela que não levantariam suspeitas, como no trabalho, por exemplo. É um crime cometido por familiares, amigos, vizinhos, namorados, maridos, pessoas que até então eram de confiança. E muitas das vitimas, ameaçadas não conseguem denunciar seus agressores. Por isso é importante que o quadro de funcionários que normalmente adentram as residências, esteja capacitado para identificar as vitimas de violência. Dessa forma o município de Ponta Porã pode contribuir muito para o combate a violência contra a mulher e fazer com que esses índices vergonhosos despenquem em nossa cidade”, declarou Isabela.

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