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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Golpistas são presos por desfalque de R$ 3 milhões à empresas do gênero alimentício

15/03/2014 11h20

De acordo com a delegada, está sendo investigada a ligação da quadrilha com outros estados.

Midiamax

Ademilso Paulo Ferreira, de 36 anos, e José Carlos Gomes Lucas, de 43 anos, foram detidos nesta quarta-feira (12), acusados de dar golpe em empresas do ramo alimentício de Mato Grosso do Sul e outros quatro estados. De acordo com a polícia civil, as vítimas chegam a 30 e o desfalque é de cerca de R$ 3 milhões. Até o momento, a polícia conseguiu recuperar apenas R$ 90 mil em mercadorias.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Daniella Kades, da 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, a polícia chegou aos criminosos por meio de iniciativa de uma das vítimas que vendia linguiça de Maracaju. “Os golpistas compraram e não pagaram. Então ele foi rastreando e descobriu que a mercadoria estava sendo vendida em mercados da região dos bairros Tijuca e Coophavila”, afirma.

Após descobrir quem vendia as mercadorias aos estabelecimentos, a vítima procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência. A partir disto, uma compra falsa foi armada para pegar os golpistas.

A dupla fazia uso de um CNPJ falso em nome de um laranja. A empresa falsa era chamada de Comércio Rio Minas Limitada, com endereço indicado na rua da Baleia, no bairro Coophavilla, região sul da Capital. A partir disto, eles foram construindo uma teia de contatos e conseguiram comprar. Um imposto de renda falso também foi realizado pela dupla.

Entre as mercadorias que não foram pagas, estavam 166 caixas de peixes congelados, produtos congelados da empresa Copacol, peças para montagem de câmara fria, insumos agrícolas, sal pecuário e bebidas da marca Frutilla.

De acordo com a delegada, está sendo investigada a ligação da quadrilha com outros estados, mas a base de atuação está em Campo Grande. Empresas de São Paulo, Paraná , Minas Gerais e Mato Grosso também foram vítimas de desfalque.

A polícia investiga outros envolvidos no golpe. Valfrido Borges e outras quatro pessoas estão entre os investigados. O primeiro, teria prestado depoimento, mas depois desapareceu. De acordo com a delegada, ele possui parte em uma empresa que atua deste de 2007, período que as investigações podem ser relacionadas. Além do Valfrido, a polícia investiga um loja de embalagens de Campo Grande.

Além do crime de estelionato, a dupla responde por um homicídio ocorrido em 2007. Eles foram presos por associação criminosa estelionato e falsidade ideológica, já que Ademilso usava carteira de identidade com sobrenome de Valdir.

A delegada afirma que as investigações estão sendo feitas em conjunto com a Secretária de Fazendas (Sefaz) e pede para que as vítimas que suspeitam terem sofrido o golpe procurem a polícia.

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