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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

Kayatt pede medidas emergenciais acerca de segurança na região de fronteira

22/06/2016 16h30

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul quer uma audiência com os ministros de Justiça e de Relações Exteriores

Por: Dora Nunes com informações do Campograndenews

O deputado estadual Flávio Kayatt solicitou à mesa diretora da casa de leis, a organização de um debate com o ministro da Justiça Alexandre Moraes e o de Relações Exteriores, José Serra para discutir a região de fronteira e os recentes crimes em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã, município brasileiro. A ideia foi levantada nesta quarta-feira (22) no Legislativo Estadual.

Prefeito de Ponta Porã por dois mandatos (de 2004 a 2012), o deputado estadual Flávio Kayatt (PSDB), lembrou que há alguns anos a cidade não tinha base de tráfico de cocaína, enquanto atualmente “existe uma guerra de facções”.

De acordo com o deputado, ” medidas emergenciais e efetivas precisam ser tomadas, para evitar que a população se torne vítima do medo e da insegurança como vem ocorrendo.”

De todas as apreensões de drogas realizadas no Brasil, 40% são feitas no Mato Grosso do Sul. Por ser a rota de entrada da droga proveniente da produção realizada no Paraguai e na Bolívia, número este significativo, devendo ser realizada uma força tarefa para que este problema seja minimizado ou eliminado.
Atualmente todo o Estado conta com 3.822 km de estradas federais, contando apenas com 403 Policiais Rodoviários Federais, número este insuficiente para a apreensão de inúmeras cargas de drogas que entram no país. E, ainda, apenas 50% de todo o efetivo de policiais militares cobrem o interior do Estado, sendo impossível o controle sobre os mais de 1.500 km de fronteira, em que 1/3 é fronteira seca, cada uma com sua peculiaridade, para o combate da violência causada por criminosos envolvidos com tráfico de drogas.

É preciso que o número de efetivos da Polícia Federal e Militares aumente, de forma equiparada aos problemas causados na região, na medida em que há muito tempo os cidadãos estão com a segurança comprometida e, por problemas estruturais está-se permitindo a entrada de drogas em nosso país.

Não bastasse, somente nos presídios estaduais existem 5.827 presos, pelo cometimento do crime de tráfico de drogas, os quais deveriam estar sob a custódia federal, mas indevidamente geram custos adicionais ao Estado, o que impede, de certa forma, que maiores valores sejam despendidos à segurança pública, posto que é necessário o auxílio federal para causas de proporções alarmantes, como a descrita.

“Não adianta cuidar de Ponta Porã e esquecer Pedro Juan”, falou Kayatt, lembrando em Pedro Juan, há cinco faculdades de Medicina com 4,8 mil acadêmicos. Muitos deles são brasileiros. Os jogos escolares que estavam previstos para esta semana também foram cancelados lembrou o deputado.

A urgência em pedir ajuda ao governo federal se deve porque, por ser região de fronteira e se tratar de crime de tráfico, a atuação principal é da União. “Ou o governo repassa mais dinheiro para o Estado, para que MS possa se organizar para agir ou envia mais efetivo e estrutura”, concluiu o presidente da Assembleia, deputado Junior Mochi (PMDB).

Foto: Divulgação