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terça-feira, 18 de junho, 2024
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Pecuaristas devem manter vermifugação em maio, agosto e novembro

Calendário de manejo coincide com as etapas de imunização contra a febre aftosa, já desobrigada em MS

Neste ano, Mato Grosso do Sul e vários estados brasileiros foram considerados livres da febre aftosa sem vacinação, aproximando o país da meta de estar inteiramente livre de aftosa até 2026. Tradicionalmente, as propriedades rurais aproveitavam o calendário de vacinação da febre aftosa, maio e novembro, para fazer a vermifugação do rebanho, acrescentando o mês de agosto, para cumprir, assim, o Protocolo 5-8-11, criado pela Zoetis em 2015 em parceria com a UFMS (Universidade Federal de MS).

Espera-se que, mesmo sem a obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa, os produtores mantenham o protocolo de controle de verminoses pois os prejuízos causados pelos parasitas continuam sendo impactantes para a pecuária. Estimativas já conhecidas dão conta de que eles podem causar prejuízos anuais da ordem de 7 bilhões de dólares.

Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), as perdas por verminoses podem ser de 20% a 30% na produção de leite e de carne. “Elas provocam retardo no desenvolvimento e ganho de peso porque os animais comem menos e o alimento ingerido não cumpre a sua função de nutrir, uma vez que os vermes competem por esses nutrientes no organismo”, explica o médico-veterinário Elio Moro, gerente de serviços técnicos na área de ruminantes. Os parasitas podem ainda causar lesões na parede do intestino, anemia, diarreia e, em alguns casos, dependendo das condições do animal, provocar a morte dos bovinos.

Controle estratégico

Em 2015, a Zoetis, em parceria com a UFMS), desenvolveu o Controle Estratégico de Verminoses 5-8-11, que tem como objetivo melhorar o controle dos parasitas internos, aliando produtividade, facilidade de manejo e bem-estar animal. Trata-se de um método que preconiza a vermifugação do rebanho nos meses de maio (5), agosto (8) e novembro (11). O objetivo é preventivo, a fim de proteger o rebanho e manter a população de vermes em nível compatível com a produção animal.

“O protocolo surgiu da constatação de que, no período seco, que normalmente vai de maio a outubro, diminui a quantidade de parasitas nas pastagens, devido as condições inadequadas do ambiente, mas dentro do animal as condições são propicias para um aumento de vermes. O produtor não vê o parasita, mas ele está dentro do animal competindo pelos nutrientes, que já são escassos nesse período do ano. Em outubro ou novembro, com o retorno das chuvas, eleva-se a população de parasitas nas pastagens, por isso é preciso vermifugar os animais novamente”, explica Felipe Artioli, da Zoetis.

Além de controlar as verminoses, o controle estratégico 5-8-11 permite aliar produtividade, facilidade de manejo e bem-estar animal em um único programa. A relação custo-benefício é altamente favorável. “A diferença de arroba por hectare pode chegar a mais de 30% em comparação ao manejo tradicional”, diz Artioli.

Fonte: Campograndenews