24/11/2015 07h
Segundo delegado do SIG, vítima fazia parte de um grupo que rivalizava com o PCC
Correio do Estado
A morte de Fagner Augusto Ribeiro da Silva, de 26 anos, deve ter relação com uma disputa entre facções criminosas. O rapaz participaria de um grupo rival ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e tinha ficha criminal por três homicídios, tráfico de drogas, incêndio criminoso e porte de arma.
As informações foram repassadas pelo delegado do SIG (Serviço de Investigações Gerais), Ailton Pereira de Freitas.
Fagner foi encontrado carbonizado por volta das 18h30 deste domingo (22), em Três Lagoas, distante 326 quilômetros de Campo Grande.
Segundo Freitas, o crime teria ligação com algum tipo de retaliação praticada por organização criminosa.
A polícia ainda investiga essa hipótese, que é considerada uma linha de investigação mais provável. O corpo de Fagner foi o segundo encontrado no Distrito Industrial de Três Lagoas. Com essa morte, a cidade contabiliza 18 homicídios, quatro deles ainda em investigação.
O CASO
Segundo o boletim de ocorrência, o corpo foi localizado após denúncia anônima, que levou a polícia até o Distrito Industrial II.
Fagner estava desaparecido desde a sexta-feira (20). Segundo a denunciante, sua mãe, no dia seguinte, sábado (21), a irmã de Fagner tentou ligar no celular da vítima e a ligação foi atendida, mas só era possível ouvir som de vento e, em seguida, uma voz baixa disse ao telefone “chama a polícia”.
À polícia, a mãe de Fagner disse que acredita que a voz não seria do filho e que, naquele momento, o rapaz provavelmente já estaria morto.
Apesar de carbonizado, o reconhecimento do corpo foi possível devido à uma tatuagem contida no antebraço esquerdo de Fagner, onde estão escritos o nome dos filhos dele.



