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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

PR deve abortar candidatura de Giroto após arrastão da Operação Lama Asfáltica

11/07/2015 11h

Cúpula do partido também deve adiar encontro regional que estava previsto para este mês em Campo Grande

Conjuntura Online

O comando regional do PR ainda não se pronunciou sobre o escândalo envolvendo o nome do presidente do partido, Edson Giroto, investigado por suposto desvio de dinheiro público, mas deve adiar o encontro regional que estava previsto para este mês em Campo Grande.

Em decorrência disso, a cúpula republicana também deve abortar a candidatura de Giroto à Prefeitura da Capital em 2016, optando por indicar outro nome ou apoiar candidato de outro partido.

Na quinta-feira, policiais federais cercaram a mansão de Giroto, que horas depois pediu afastamento do cargo de assessor especial do Ministério dos Transportes, em cumprimento a mandado de busca e apreensão de documentos como parte da Operação Lama Asfáltica desencadeada pela Receita Federal, Polícia Federal, CGU (Controladoria-Geral da União) e pelo MPF (Ministério Público Federal).

A operação contra fraudes em obras de Mato Grosso do Sul cumpre 19 mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas.

Segundo a Polícia Federal, os prejuízos aos cofres públicos somam, aproximadamente, R$ 11 milhões, de um montante de R$ 45 milhões fiscalizados.

Pré-candidato a prefeito da Capital nas eleições do ano que vem, Giroto é presidente regional do PR e deve recuar após o episódio que teve repercussão nacional.

Para analistas políticos, a eventual saída de Giroto da disputa tende a mudar o quadro sucessório municipal rumo à sucessão do prefeito Gilmar Olarte (PP), uma vez que o braço direito do ex-governador André Puccinelli (PMDB) era visto como uma das fortes opções.

Na semana passada, Giroto adiantou que o PR faria um mega encontro político na Capital este mês para anunciar várias adesões de lideranças ao partido, que se articula para enfrentar o PSDB do governador Reinaldo Azambuja e o PT do senador Delcídio do Amaral e do deputado federal Zeca do PT nas eleições municipais do ano que vem.

Ele também teria o apoio do PMDB, seu ex-partido, em 2016, conforme articulação de bastidores feita por André Puccinelli.

O partido, que anunciou a nova composição da executiva regional no último dia 16, já trabalha com estratégias na tentativa de eleger prefeitos e vereadores nas principais cidades do Estado, incluindo Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Naviraí e Nova Andradina.

Apesar de integrar a base aliada do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na Assembleia Legislativa em torno da governabilidade administrativa do Estado, as principais lideranças do partido têm um trunfo e, por isso, deve ir para o confronto com PT, PMDB e até com os aliados em regiões estratégicas.

A ordem no partido é se unir a outros grupos políticos somente onde não for possível lançar candidatura própria.

PROTESTO

Em nota, a assessoria do ministério dos Transportes afirma que Giroto solicitou afastamento de suas funções para tratar de assuntos particulares.

Giroto protestou contra operação, afirmando que a Polícia Federal entrou em sua residência “só para ver se tinha documentos para esclarecer as investigações sobre a Proteco e sonegação fiscal do empresário João Amorim”, porém, segundo ele, a única coisa que encontraram foi o computador de sua esposa.

Giroto afirmou que a operação em sua residência foi desnecessária. “Poderiam ter me chamado para depor, olhar os contratos do governo. Tudo o que tem é público e eles têm acesso”, destacou o ex-secretário de obras no governo Puccinelli.

Edson Giroto deve recuar de sua candidaturafoto:Internet