18/08/2014 08h10
Marina empataria com Aécio no 1º turno e com Dilma no 2º, diz Datafolha
BOL
De acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, Marina Silva (PSB), que deve ser oficializada como candidata apenas na quarta-feira (20), entra na disputa pela Presidência com 21% das intenções de voto, largando em segundo lugar na corrida presidencial, um ponto à frente do candidato do PSDB, Aécio Neves. Os números os colocam em situação de empate técnico, ao mesmo tempo em que Marina ficaria 15 pontos atrás de Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT.
A ex-ministra, inicialmente inscrita como vice na chapa de Eduardo Campos, candidato do PSB morto no último dia 13, tem um desempenho que afasta a chance de a eleição ser resolvida no primeiro turno, afirma reportagem da Folha de S.Paulo.
A hipótese de conclusão ainda no primeiro turno é afastada, pois Marina aparece com quase o triplo das intenções de voto em Campos (8%). No entanto, a candidatura não provoca alteração nas taxas dos rivais mais competitivos. Com Campos na disputa, Dilma também tinha 36%, e Aécio alcançava os mesmos 20%.
Na simulação de segundo turno, Marina fica numericamente à frente de Dilma, com 47% das intenções de voto contra 43% da atual presidente.
Segundo o jornal, essa é uma situação de empate técnico nos limites máximos da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Já em uma disputa contra Aécio no segundo turno, Dilma levaria a melhor por 47% a 39%. Nesse caso, os oito pontos de diferença representam uma ampliação da vantagem da petista. Em meados de julho, o cenário era de 44% a 40% (empate técnico).
Na comparação direta entre o cenário atual, com Marina, e o cenário anterior, com Campos, caíram de forma notável os percentuais de eleitores sem candidato, uma vez que as intenções de voto nulo ou em branco eram 13%. Com Marina candidata, essa taxa recuou para 8%. Indecisos eram 14% e agora são 9%.
Marina é vista por vários analistas políticos como possível herdeira de um grupo crescente de eleitores descontentes com o sistema político. Nos protestos de junho de 2013, um sentimento de rejeição aos partidos ficou explícito.
Caso Marina não seja candidata, situação que seria possível caso o PSB deixasse de lançar a ex-ministra e abrisse mão da candidatura própria, Dilma venceria a eleição já no primeiro turno com 41% (oito pontos a mais que a soma de seus rivais). Mas o percentual de eleitores sem candidato continuaria alto: 13% de brancos e nulos, 12% de indecisos.
Um conjunto de dados da atual rodada do Datafolha, que ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios nos dias 14 e 15 de agosto, revela que a entrada de Marina na disputa acontece em um momento de recuperação da petista. Além da ampliação de sua vantagem sobre Aécio no teste de segundo turno, a avaliação do governo melhorou, sua taxa de rejeição oscilou para baixo (35% para 34%), e as intenções de voto espontâneas com seu nome oscilaram para cima (22% para 24%).
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