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Puka usa da truculência para conduzir sessão da Câmara Municipal

11/05/2016 14h30

Uma servidora pública prestes a se aposentar, tentou se manifestar, mas foi contida através do microfone pelo presidente Daniel Puka que determinou que ela ficasse calada, caso contrário, seria retirada da sessão.

O presidente da Câmara Municipal, Daniel Valdez Puka (PMDB), com apoio de outros membros da Mesa Diretora usou da truculência para conduzir uma sessão marcada por confusão, inclusive com acusação por parte de alguns vereadores de não terem acesso a cópia de requerimento colocado em votação.

Puka, Otaviano, Hugo, Caio, Marquinhos e Rony Lino, embarcaram em uma proposta defendida pelo suplente de vereador Cândido Gabínio (PSDB), através da qual, ele tentou instalar na Câmara Municipal uma Comissão Processante visando cassar o mandato do prefeito Ludimar Novais e afastar do cargo a vice-prefeita, Sônia Cintas. Caso desse certo, Puka como presidente da Câmara Municipal passaria a ocupar o cargo de prefeito.

Mas quando chegou no plenário encontraram resistência, inclusive dentro do próprio PSDB. O vereador Osmar de Matos, por exemplo, disse que não vê motivos para cassação do mandato do prefeito. “Não posso ser injusto. Estamos vendo o prefeito entregar obras, muita coisa se realizando. Não é porque o prefeito não respondeu a um ofício que deve perder o mandato. Sou do PSDB, defendo um outro pré-candidato a prefeito, mas não tem como ser a favor de uma CPI”.

Pessoas que lotaram o plenário começaram a se manifestar. Uma senhora identificada como Santa Carlota Miranda, servidora pública prestes a se aposentar, tentou se manifestar, mas foi contida através do microfone pelo presidente Daniel Puka. Ele determinou que ela ficasse calada, caso contrário, seria retirada da sessão. A mulher tentou argumentar, momento que um assessor se aproximou, segurou no braço da servidora e ordenou para ela deixar o plenário.

Ato contínuo, a mulher recebeu apoio da maioria das pessoas que estava no plenário, instante em que Puka disparou novamente pelo microfone: “enquanto ela não for retirada, não vou dar continuidade aos trabalhos”. Nesse momento, uma guarnição da Polícia Militar foi chamada pela assessoria da presidência da Câmara, mas quando os policiais entraram, logo perceberam que a acusada estava sentada, tranqüila, apenas exercendo o seu direito de cidadã.

Assessoria da Prefeitura

Puka usa da truculência para conduzir sessão da Câmara Municipal

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